Banner Portal
WC e gênero: discursos em movimento
PDF

Palavras-chave

Análise de Discurso. Gênero. Portas de banheiros. Ideologia.

Como Citar

BOCCHI, Aline Fernandes de Azevedo; GARCIA, Dantielli Assumpção; PEREIRA, Fernanda; POLTRONIERI, Karen; LOZANO, Melissa Frangella; SOUSA, Lucília Maria Abrahão e. WC e gênero: discursos em movimento. RUA, Campinas, SP, v. 24, n. 1, p. 281–304, 2018. DOI: 10.20396/rua.v24i1.8652518. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8652518. Acesso em: 25 maio. 2024.

Resumo

A partir da perspectiva teórica da Análise de Discurso em articulação com as Teorias de Estudos de Gêneros, analisaremos como sentidos sobre as identidades de gêneros são constituídos e circulam em um conjunto de imagens de portas de banheiros. Nessas portas, funcionando como um modo de realização da ideologia dominante, atravessadas pelo funcionamento de diferentes aparelhos ideológicos, é possível perceber a sustentação de dizeres filiados à matriz heterossexual, a qual dicotomiza os gêneros em masculino e feminino. Ainda, nossas análises mostram que as portas de banheiros também podem ser o lugar de produção de sentidos outros para os gêneros, confirmando a tese de Pêcheux de que a ideologia é um ritual com falhas.

https://doi.org/10.20396/rua.v24i1.8652518
PDF

Referências

ALTHUSSER, L. Aparelhos Ideológicos do Estado: nota sobre aparelhos ideológicos do Estado. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1985.

BENTO, B. Nome social para pessoas trans: cidadania precária e gambiarra legal. Contemporânea – Revista de Sociologia da UFSCar, São Carlos, v. 4, n. 1, jan-jun.2014, pp. 165-182.

BOURDIEU, Pierre. A Dominação Masculina. A condição feminina e a violência simbólica. 3º ed. Rio de Janeiro: Edições Best Bolso, 2016.

BUTLER, J. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.

GARCIA, D. A.; SOUSA, L. M. A. e.Efeitos de batom na fotografia, #MEDEIXA, a mulher e o corpo dela.(no prelo)

GARCIA, D. A.; CAMILLO, E. DA SILVA, J. R. B.; YADO, T. H. M. A cruz, a foice e o martelo: ideologia e aparelhos ideológicos de Estado discursivizados no filme Ida. In: SOUSA, L. M. A e.; GARCIA, D. A. Ler Althusser hoje. São Carlos: EDUFSCAR, 2017.

HARAWAY, D. “Gênero” para um dicionário marxista: a política sexual de uma palavra. Cadernos Pagu. (22), 2004, pp.201-246.

JESUS, J. G. de. O conceito de Heterocentrismo: um conjunto de crenças enviesadas e sua permanência. Psico-USF, Bragança Paulista, v. 18, n. 3, p. 363-372, set/dez 2013

KEHL, Maria Rita. Deslocamentos do feminino: a mulher freudiana na passagem para a modernidade. 2.ed. São Paulo: Boitempo, 2016.

LAURETIS, T. de. [1986]. A tecnologia do gênero. In: HOLLANDA, H. B. de. (Org.). Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.

LOURO, G. L. Gênero, sexualidade e educação. Uma perspectiva pós-estruturalista. Petrópolis: Vozes, 1997.

MILNER, J-C. O amor da língua. Trad. Ângela Cristina Jesuíno. Artes Médicas. Porto Alegre, 1987.

ORLANDI, E. A ordem da língua e dêixis discursiva (uma crítica ao linguisticamente correto). In: ORLANDI, E. Eu, Tu, Ele: Discurso e real da História. Campinas: Pontes, 2017.

ORLANDI, E. Discurso em análise: sujeito, sentido, ideologia. Campinas: Pontes, 2012.

ORLANDI. Análise do discurso: princípios e procedimentos. 7 ed. Campinas: Pontes, 2009.

PÊCHEUX, M. O Discurso: estrutura ou acontecimento. 4º ed. Campinas: Pontes, 2006.

PÊCHEUX, M. [1975]. Semântica e discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. Campinas: Editora da Unicamp, 1997.

PÊCHEUX, M. O mecanismo do (des)conhecimento ideológico. (p.143 a 152). In: ŽIŽEK, Slavoj (org.). Um mapa da ideologia.(Trad. Vera Ribeiro). 1.ed. Rio de Janeiro: Editora Contraponto, 1996.

PÊCHEUX, M.; FUCHS, C. A propósito da Análise Automática do Discurso: atualização e perspectiva. In: GABET, F.; HAK, T. Por uma análise automática do discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Campinas: Editora da Unicamp, 1997.

PÊCHEUX, M. Papel da memória. In: ACHARD, P. [et.al.]. Papel da memória. Campinas: Pontes, 1999.

PÊCHEUX, M. O Discurso: Estrutura ou acontecimento? Trad. Eni Puccinelli Orlandi. 4° ed. Campinas / SP: Pontes Editores, 2015.

PÊCHEUX, M. O discurso: estrutura ou acontecimento. 4ª ed., Campinas: Pontes, 2006.

PRECIADO, B. Sujeira e gênero. Mijar/Cagar. Masculino/Feminino. Basura y género. Mear/cagar. Masculino/femenino. 2006.Disponível em: http://www.substantivoplural .com.br/sujeira-e-genero-mijarcagar-masculinofeminino-por-beatriz-preciado/. Acesso em: 02 de dez. de 2017.

SAFATLE, V. Dos problemas de gênero a uma teoria da despossessão necessária: ética, política e reconhecimento em Judith Butler (posfácio). In: BUTLER, J. Relatar a si mesmo. Crítica da violência ética. Trad. Rogério Bettoni. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2015.

SOUSA, Lucília Maria Abrahão. O real e a poesia nos entremeios litorâneos de Pêcheux e Lacan. Fragmentum. Santa Maria: Programa de Pós-graduação em Letras, UFSM, n. 47, Jan./Jun. 2016.

SCOTT, J. W. [1986]. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. In: Educação & Realidade. Porto Alegre, vol. 20, n. 2, jul-dez, 1995, p. 71-99.

TELLES, Cynara Maria Andrade et al. O sujeito-criança na rede eletrônica: movimentos de sentidos. Texto Digital, Florianópolis, v. 7, n. 1, jan./jun. 2011. p. 13-36.

O periódico RUA utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.