A experiência de criação de um dicionário compartilhado

a escrita como novas formas de “partilha do sensível” no espaço urbano

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rua.v26i1.8659833

Palavras-chave:

Escrita, Autoria, Análise do discurso, Dicionário compartilhado

Resumo

Este artigo apresenta um dispositivo promotor de autoria nomeado como dicionário compartilhado, o qual pode ser visto como uma prática política e uma forma de expressão artística que provoca um movimento de ocupação do sensível dentro de uma lógica de representação, que vai contra a ordem que determina lugares de legitimização do dizer. Neste sentido, buscar-se-á refletir, no âmbito da discursividade, sobre o processo de escrita e autoria, apresentando ao leitor a noção de dicionário compartilhado a partir do relato de experiências desenvolvidas com jovens de uma Associação Cuica e acadêmicos de um Curso de Psicologia. A partir dessas vivências, é possível dizer que o dicionário compartilhado possibilita ao sujeito novas formas de partilhar o sensível, criando diferentes sentidos para a sua existência.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Camilla Baldicera Biazus, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões

Doutora em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria. Pós-Doutorado em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria. Professora do Curso de Psicologia da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões.

Verli Fátima Petri da Silveira, Universidade Federal de Santa Maria

Doutora em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pós-doutorado pela Universidade Estadual de Campinas. Professora Associada II da Universidade Federal de Santa Maria. 

Referências

AUROUX, S. A revolução tecnológica da gramatização. Tradução de Eni Orlandi. Campinas: UNICAMP, 1992.

BARTHES, R. Fragmentos de um Discurso Amoroso. Tradução de Isabel Gonçalves. Lisboa: Edições 70, 1981.

BENJAMIN, W. Obras escolhidas. v. 1. São Paulo: Brasiliense, 1985.

BIAZUS, C. Dicionário Compartilhado: espaço de criação, resistência e subjetividade. 2015. Tese (Doutorado em Letras) – Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Santa Maria – RS, 2015.

DELEUZE, G. Conversações. Rio de Janeiro: Editora 34, 1992.

FOUCAULT, M. A escrita de si. In: FOUCAULT, M. O que é um autor?. Tradução de António Fernando Cascais; Edmundo Cordeiro. Lisboa: Vega, 2004, p. 129-160.

HERRMANN, F. Introdução à Teoria dos Campos. São Paulo: Caso do Psicólogo, 2001.

MARIANI, B. O PCB e a imprensa – os comunistas no imaginário dos jornais 1922-1989. Rio de Janeiro: Revan, 1998.

MENDES, E. D; PRÓCHNO, C. S. C. A ficção e a narrativa na literatura e na psicanálise. Pulsional, Revista de Psicanálise. Ano XIX, n. 185, p. 43-51, 2006.

NUNES, O. A. A representação de subjetividade na escrita de pacientes de toxicomania. 1999. Dissertação (Mestrado em Letras). Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Porto Alegre-RS, 1999.

NUNES, J. H. Espaço urbano, sujeito e dicionário: definição e formas do silêncio. Fragmentum, n. 26, Laboratório Corpus: UFSM, 2010.

ORLANDI, E. Discurso e Texto: Formulação e Circulação dos Sentidos. 3. ed. Campinas, SP: Pontes, 2008.

ORLANDI, E. Interpretação: autoria, leitura e efeitos do trabalho simbólico. 5 ed. Campinas, SP: Ed. Pontes, 2007.

ORLANDI, E. Discurso e leitura. São Paulo: Cortez; Campinas: Edunicamp, 1988.

PÊCHEUX, M. Semântica e Discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. Tradução de Eni. P. Orlandi et. al. 4. ed. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2009 [1975].

PETRI, V. É preciso tomar de assalto a palavra para saber mais sobre a sua história e a sua plasticidade. In: Maria Cleci Venturini; Loremi Loregian-Penkal; Denise Gabriel Witzel. (Org.). Linguística na contemporaneidade: interfaces, memórias e desafios. Campinas, SP: Pontes Editores, 2019, v. 1, p. 103-121.

PETRI, V. Gramatização das línguas e instrumentos linguísticos: a especificidade do dicionário regionalista. Língua e Instrumentos Linguísticos, v 1, p. 23-37, 2012.

PETRI, V. Contribuições da análise de discurso para o ensino de línguas: em busca da desconstrução da unidade imaginária. In: SCHONS, C; CAZARIN, E. (Org.). Língua, escola e mídia: entrelaçando teorias, conceitos e metodologias. Passo Fundo: UPF Editora, 2011, p. 25-33.

PETRI, V. MEDEIROS, V. Da língua partida: nomenclatura, coleção de vocábulos e glossários brasileiros. Revista Letras, v. 23, n. 46, p. 43-66, 2013. DOI: https://doi.org/10.5902/2176148511725

PRO DIA nascer feliz. Direção João Jardim. Produção: Flávio Tambellini. Roteiro: João Jardim. Brasil: Globo Filmes, 2007, 88 min.

RANCIÈRE, J. O espectador emancipado. In: Urdimento - Revista de Estudos em Artes Cênicas /Universidade do Estado de Santa Catarina. Programa de Pós-Graduação em Teatro. Florianópolis: UDESC/CEART, v. 1, n. 15, 2010.

RANCIÈRE, J. A partilha do sensível – estética e política. Tradução de Mônica Costa Netto. São Paulo: Editora 34, 2005.

TEIXEIRA, M. E. G. M. A contradição no consenso social do discurso ecológico da campanha publicitária da linha Ekos da Natura. RUA, v. 17, n. 2, p. 97-112, 2011. DOI: https://doi.org/10.20396/rua.v17i2.8638327

Downloads

Publicado

2020-05-29

Como Citar

BIAZUS, C. B. .; SILVEIRA, V. F. P. da. A experiência de criação de um dicionário compartilhado: a escrita como novas formas de “partilha do sensível” no espaço urbano. RUA, Campinas, SP, v. 26, n. 1, 2020. DOI: 10.20396/rua.v26i1.8659833. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8659833. Acesso em: 26 jan. 2023.

Edição

Seção

Estudos