Cartografias [des]veladas

situações de residualidade urbana. O caso do Morro do Castelo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rua.v26i1.8660216

Palavras-chave:

Cidade, Espaço residual, Estigma, Estado de exceção

Resumo

A existência de “espaços residuais” internos à cidade mostra que a narrativa urbana não considera todas as situações em seus mapeamentos. O trabalho busca refletir sobre essa categoria de espaço, produto não da memória, mas da ausência desta. Entende-se que o conceito de residualidade manifesta uma interferência física e espacial das relações “não recomendadas” entre normais e estranhos no espaço. A intenção é analisar como tais posturas reproduzem na cidade “territórios ausentes”. A partir destas relações, conclui-se que essas não-presenças, mantidas inconformadamente nos interstícios urbanos, representam estados de exceção da própria cidade e, portanto, apesar de reprimidos, são parte integrante do funcionamento sócio-político dela. Este fenômeno é observado na área do antigo Morro do Castelo, Rio de Janeiro.

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Biografia do Autor

Fernando Espósito Galarce, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Doutor em E. Tècnica Superior d'Arquitectura de Barcelona pela Universitat Politècnica de Catalunya. Pós-Doutorado pela Universitat Politècnica de Catalunya. Professor Assistente da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Federica Linares, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Bacharela em Arquitetura e urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

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Publicado

2020-06-25

Como Citar

ESPÓSITO GALARCE, F.; LINARES, F. Cartografias [des]veladas: situações de residualidade urbana. O caso do Morro do Castelo. RUA, Campinas, SP, v. 26, n. 1, 2020. DOI: 10.20396/rua.v26i1.8660216. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8660216. Acesso em: 1 fev. 2023.

Edição

Seção

Estudos