Cada um no seu quadrado

a pandemia, a cidade e suas bolhas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rua.v26i2.8663424

Palavras-chave:

Espaços públicos, Pandemia da COVID-19, Distanciamento físico, Segregação socioespacial

Resumo

À medida em que o isolamento social imposto pela pandemia da COVID-19 vem sendo gradualmente flexibilizado em diversas cidades pelo mundo, inúmeras iniciativas vêm surgindo nos espaços públicos e coletivos urbanos, na tentativa de adaptá-los às necessidades de distanciamento interpessoal recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. Algumas dessas intervenções, de caráter especulativo, propõem a utilização de bolhas ou estufas privativas para minimizar as possibilidades de contágio. Este trabalho busca refletir sobre essas iniciativas e investigar se tais medidas teriam como efeito colateral reforçar a segregação social e ambiental de nossas cidades.

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Biografia do Autor

Maini de Oliveira Perpétuo, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Professora Substituta e Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PROURB-FAU/UFRJ).

Adriana Sansão Fontes, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutora em Urbanismo e Professora Associada do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro

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Publicado

2020-11-30

Como Citar

PERPÉTUO, M. de O. .; FONTES, A. S. . Cada um no seu quadrado: a pandemia, a cidade e suas bolhas. RUA, Campinas, SP, v. 26, n. 2, p. 453–461, 2020. DOI: 10.20396/rua.v26i2.8663424. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8663424. Acesso em: 28 maio. 2022.

Edição

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Estudos

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