“Como navegar”

texto e espaço na ordem do discurso digital expográfico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rua.v26i2.8663469

Palavras-chave:

Textualidade expográfica digital, Discurso digital, Memória, Museu virtual

Resumo

O presente artigo tem como objetivo refletir sobre os efeitos de sentidos do discurso digital para a produção do texto enquanto recurso expográfico, mas também refletir sobre a relação entre sujeito-leitor e a obra exposta, considerando o modo de textualização do discurso expográfico. Para tanto, a proposta é analisar a aba “Como navegar” do site do projeto Era Virtual, um projeto que tem como objetivo divulgar e ampliar o acesso a museus brasileiros por meio de visitas virtuais. Da perspectiva da Análise de Discurso, irei observar as marcas daquilo que considero a textualidade expográfica digital, nesse site. O ponto de partida para a análise é questionar como o discurso digital significa a textualidade expográfica numa outra materialidade, significada por outra natureza de memória e de espaço, que é a materialidade digital.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Cristiane Dias, Universidade Estadual de Campinas

Pesquisadora do Labeurb/Nudecri da Universidade Estadual de Campinas. Docente do Programa de Pós-Graduação em Divulgação Científica e Cultural (DCC/Labjor/IEL). Colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Linguística (IEL/Unicamp) da Universidade Estadiual de Campinas.

Referências

BOTTALLO, Marilúcia. Poder, cultura e tecnologia: o museu de arte e a sociedade da comunicação. In.: Novos Olhares ECA/USP - Edição 19 - 1º semestre de 2007.

CARVALHO, Rosane Maria Rocha de. Comunicação e informação de museus na Internet e o visitante virtual. In. Revista Eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio – PPG-PMUS Unirio | MAST, Vol. 1, N. 1, 2008, pp. 83-93.

DIAS, Cristiane. A materialidade digital da mobilidade urbana: espaço, tecnologia e discurso. Revista Línguas e Instrumentos Linguísticos. n. 37. Jan./jun. 2016. p. 157-175. Disponível em: http://www.revistalinguas.com/edicao37/edicao37.html. Acesso em: 20 jul. 2020.

DIAS, Cristiane. Memória como arquivo: sujeitos, dados e circulação. In: VENTURINI, Maria Cleci (Org.). Museus, arquivos e produção do conhecimento em (dis)curso. Campinas: Pontes Editores, 2017. p. 269-287.

FERRAGUT, Guilherme. Sentidos em circulação pelo digital: Justiça e Polícia e seus efeitos na

sociedade. – Campinas, SP. Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem, 2018.

LOUREIRO, Maria Lucia de Niemeyer Matheus. Webmuseus de arte: aparatos informacionais no ciberespaço. Ciência da Informação, Brasília, v. 33, n. 2, p. 97-105, Ago. 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-19652004000200010&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 14 Jul. 2020.

ORLANDI, Eni; GUIMARÃES, Eduardo. Unidade e dispersão: uma questão de texto e do sujeito. IN: ORLANDI, Eni (Org.). Sujeito e texto. São Paulo: EDUC, 1988. p. 17-35.

ORLANDI, Eni. Interpretação: autoria, leitura e efeitos do trabalho simbólico. 2 ed. Petrópolis: Vozes, 1998.

ORLANDI, Eni. Discurso e texto: formulação e circulação dos sentidos. Campinas: Pontes, 2001.

ORLANDI, Eni. Cidade dos sentidos. Campinas: Pontes, 2004.

ORLANDI, Eni. Linguagem e método: uma questão da análise de discurso. In: ORLANDI, Eni. Discurso e Leitura. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2008. p. 15-28.

ORLANDI, Eni. Discurso em análise: sujeito, sentido, ideologia. Campinas: Pontes, 2012.

ORLANDI, Eni. Discurso e museus: da memória e do esquecimento. Entremeios: revista de estudos do discurso, Pouso Alegre, v.9, jul/2014. p. 1-8. Disponível em: http://www.entremeios.inf.br . Acesso em: 8 jul. 2020.

PAVEAU, Marie-Anne. En naviguant en écrivant: réflexions sur les textualités numériques. In. ADAM, Michel (Org.). Faire texte: frontières textuelles et opérations de textualisation. Besançon: Presses Universitaires de Franche-Comté, 2015.

POLO, Maria Violeta. Estudos sobre expografia: quatro exposições paulistanas do século XX. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Estadual Paulista. Instituto de Artes / Fundação de Ámparo a Pesquisa do Estado de São Paulo. São Paulo, 2006.

SUANO, Marlene. O que é museu. São Paulo: Brasiliense, 1986.

Downloads

Publicado

2020-12-04

Como Citar

DIAS, C. . “Como navegar”: texto e espaço na ordem do discurso digital expográfico. RUA, Campinas, SP, v. 26, n. 2, p. 615–630, 2020. DOI: 10.20396/rua.v26i2.8663469. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8663469. Acesso em: 28 maio. 2022.

Edição

Seção

Dossiê