Existe amor no país das maravilhas?

o sujeito discursivo, o digital e a cidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rua.v27i2.8667739

Palavras-chave:

Sujeito, Cibercultura, Discurso, Pandemia

Resumo

Intenta-se com este escrito, abordar o conceito de sujeito discursivo em nossa contemporaneidade imersa da era tecnológica e na cibercultura. Assim, tomando o sujeito na urdidura da Análise do Discurso e da psicanálise lacaniana, empreendeu-se um percurso teórico onde a noção de sujeito foi pensada em articulação com o conceito de ciberespaço e, à vista disso, os autores tomaram a obra literária “Alice no país das maravilhas” de Lewis Carroll, como materialidade metafórica para pensar o sujeito nas malhas do digital e na digitalização inscrita na cidade. A partir de um gesto de análise de uma nova versão da música “Não existe amor em SP” lançada na pandemia de Covid-19 em 2020, foi possível realizar em um gesto analítico em que o sujeito do discurso comparece enquanto um efeito de uma denúncia.

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Biografia do Autor

Lucília Maria Abrahão e Souza, Universidade de São Paulo

Doutora com dedicação exclusiva na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto pela Universidade de São Paulo. Livre docente em Ciência da Informação pela Universidade de São Paulo (FFCLRP/USP). Coordenadora do E-L@DIS (Laboratório Discursivo).

Bruno Monteiro Herculino, Universidade de São Paulo

Mestrando em Ciências, área de concentração Psicologia, Cultura e Subjetivação da Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Ribeirão Preto pela Universidade de São Paulo. Membro de E-l@DIS (Laboratório Discursivo).

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Publicado

2021-11-30

Como Citar

SOUZA, L. M. A. e .; HERCULINO, B. M. Existe amor no país das maravilhas? o sujeito discursivo, o digital e a cidade. RUA, Campinas, SP, v. 27, n. 2, p. 357–374, 2021. DOI: 10.20396/rua.v27i2.8667739. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8667739. Acesso em: 28 jan. 2023.

Edição

Seção

Estudos

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