@s outr@s cariocas: homoerotismo, hegemonia e história

  • Osmundo Pinho Universidade Estadual do Rio de Janeiro

Resumo

Aceitar que as formas de opressão sexual, ou melhor, que os modos históricos de construção de sujeitos sexualizados, são modos concretos de exercício de poder e de construção de hegemonia, seria condição preliminar para compreender como o sexo e o desejo têm sido socialmente significados. As desigualdades de gênero, classe e raça, assim, eroticamente conectadas, ganham uma outra face, eventualmente negligenciada, que as faz adquirir densidade corporal e materialidade histórica. A injustiça erótica e a injustiça social partilham, nesse caso, o mesmo leito. E aqueles sujeitos “abjetos”, codificados e circunscritos, estiveram, e ainda estão, sujeitos à violência, à exploração (inclusive sexual) e ao apagamento.

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Referências

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Publicado
2016-04-11
Como Citar
Pinho, O. (2016). @s outr@s cariocas: homoerotismo, hegemonia e história. Cadernos Pagu, (31), 547-552. Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8644892
Seção
Resenhas