Os fantasmas da nação

  • Pedro Paulo Gomes Pereira Universidade Federal de São Paulo

Resumo

Construída por meio de imagens poderosas e histórias que conectam presente e passado, as nações se caracterizam pelas diversas maneiras pelas quais são imaginadas. As narrativas sublinham dimensões como as memórias do passado e o desejo por viver em conjunto na construção de uma “comunidade imaginada”. No entanto, a incômoda e irredutível presença de Outros que destoam dos ideais de homogeneidade demonstra que as nações são dispositivos discursivos que representam a diferença como unidade. E sinaliza as dificuldades de lidar com a diferença, pois o tempo heterogêneo da nação, na expressão de Partha Chatterjee (1993, 2001), surge em oposição a um tempo homogêneo e vazio

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Biografia do Autor

Pedro Paulo Gomes Pereira, Universidade Federal de São Paulo
Possui Mestrado em Antropologia pela Universidade de Brasília (1996), Doutorado em Antropologia pela Universidade de Brasília (2001) e Pós-doutoramento na Universidade de Barcelona (2001-2002). É Livre Docente pela Universidade Federal de São Paulo (2013). Professor Associado da Universidade Federal de São Paulo. Atualmente é Coordenador da Área de Ciências Sociais e Humanas em Saúde e Vice-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de São Paulo. É autor dos livros O terror e a dádiva (2004) e De corpos e travessias (2014), além de artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais. Áreas de atuação: Corpo, saúde, doença, aids, antropologia da biomedicina e tecnologias.

Referências

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Publicado
2016-04-15
Como Citar
Pereira, P. P. G. (2016). Os fantasmas da nação. Cadernos Pagu, (42), 513-521. Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8645131