Ideários da educação feminina na Primeira República Brasileira

Palavras-chave: História das Mulheres, Eugenia, Higienismo, Primeira República.

Resumo

Partindo das propostas políticas e científicas que nortearam os caminhos da Primeira República brasileira, duas questões interrelacionadas se projetaram nesta pesquisa: resgatar as ideias básicas relacionadas à educação e à instrução da mulher, que começavam a se institucionalizar no Rio de Janeiro, e compreender os diferentes graus de adesão desse ideário pedagógico às formulações normatizadoras, higiênicas e eugênicas, que construíram o discurso hegemônico no período.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Renata Patricia Forain de Valentim, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Professora do Departamento de Psicologia Social e Institucional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Renata Dahwache Martins, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Psicóloga graduada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e especializanda do programa de Psicologia Clínico Institucional do Instituto de Psicologia da UERJ, na modalidade residência hospitalar, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Mariana Martelo Rodrigues, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Psicóloga graduada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, aluna do Estágio Multiprofissional em Saúde Mental em Nível de Residência do Hospital Psiquiátrico de Jurujuba e especializanda em Psicanálise e Saúde Mental pela Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ, Brasil.

Referências

Accácio, Liéte Oliveira. Formando o professor primário: a Escola Normal e o Instituto de Educação do Rio de Janeiro. In: Lombardi, José Claudinei; Saviani, Demerval; Nascimento, Maria Isabel Moura (org.). Navegando pela História da Educação Brasileira . Campinas, SP, Graf. FE, HISTEDBR, 2006, pp.1-25.

Antunes, Maria Aparecida Mitsuko. A Psicologia no Brasil . SP, Educ, 2001.

Bakhtin, Mikhail. Problemas da poética de Dostoiévski . Rio de Janeiro, Forense Universitária, 2003 [1929].

Boarini, Maria Lúcia. Higiene e raça como projetos: higienismo e eugenismo no Brasil . Maringá, EDUEM, 2003.

Bonato, Nailda Marinho da Costa. O Fundo Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Uma fonte múltipla para a história da educação das mulheres. Acervo, Rio de Janeiro, 2005, pp.131-146.

Brait, Beth. Bakhtin e a natureza constitutivamente dialógica da linguagem. In: Brait, Beth (org.). Bakhtin. Dialogismo e Construção do sentido. Campinas, Unicamp, 2005.

Brasil. Câmara dos Deputados. Decreto n. 981. In: BRASIL, Decretos do Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil . Rio de Janeiro, 1890.

Carvalho, José Murilo de. A Formação das Almas: O imaginário da república no Brasil. S.P., Cia das Letras, 1990.

Castellani, Lino. Educação física no Brasil: A história que não se conta . Campinas, Papirus, 1988.

Charaudeau, Patrick; Maingueneau, Dominique. Dicionário de Análise do Discurso . S.P., Contexto, 2004.

Cunha, Antônio. Geraldo da; Sobrinho, Cláudio Mello. Dicionário Etimológico da língua portuguesa . RJ, Lexikon, 2013.

Dias, Rafael. Mendonça Liga Brasileira de Higiene Mental (LBHM) – 1923-1947. In: Vilela, Ana Maria Jacó (org.). Dicionário Histórico de Instituições de Psicologia no Brasil. R.J, Imago, 2011, pp.358-360.

Fraisse, Geneviève; Perrot, Michelle. Introdução: Ordens e liberdades. In: Fraisse, Geneviève; Perrot, Michelle. História das Mulheres. O século XIX. Porto, Afrontamento, 1991, pp.9-15.

Freire, Eleta de Carvalho. Mulher no magistério: uma história de embates entre espaço público e espaço privado. Revista Lugares de Educação . Bananeiras/PB, 2011, pp.239-256.

Louro, Guacira Lopes. Mulheres na sala de aula. In: Del Priore, Mary. História das Mulheres no Brasil . São Paulo, Editora Contexto, 2002, pp.443-481.

Mansanera, Adriano Rodrigues. A história da Psicologia da Educação no Brasil: Os procedimentos higiênicos da mãe e da professora. Revista Lentes Pedagógicas , 2011, pp.63-85.

Mansanera, Adriano Rodrigues; Silva, Lúcia Cecília da. A Influência das ideias higienistas no desenvolvimento da psicologia no Brasil. Psicologia em Estudo , 2000, pp.115-137.

Martins, Ângela Maria Souza; Costa, Nailda Marinho da. Movimento Feminista e Educação: cartas de Maria de Lacerda de Moura para Bertha Lutz (1920-1922). Revista Contemporânea de Educação , 2016, pp.211-229.

Nagle, Jorge. Educação e sociedade na primeira república . S.P., EPU Edusp, 1974.

Porto-Carrero, Júlio. Educação sexual . R. J., ABHM, 1929.

Reis, José Roberto Franco. “De pequenino é que se torce o pepino”: a infância nos programas eugênicos da Liga Brasileira de Higiene Mental. História, Ciências, Saúde , 2000, pp.135-157.

Rocha, Heloísa Helena Pimenta. A educação sanitária como profissão feminina. cadernos pagu (24), Campinas, SP, Núcleo de Estudos de Gênero – Pagu/Unicamp, 2005, pp.69-104.

Schwarcz, Lilia Maria. Introdução: as marcas do período. In: Schwarcz, Lília Maria. História do Brasil Nação: a abertura para o mundo . RJ, Objetiva, 2012, pp.19-34.

Seixas, André Augusto Anderson; Mota, André; Zilbreman, Mônica. A origem da Liga Brasileira de Higiene Mental e seu contexto histórico. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul (31), 2009, pp.82-82.

Sevcenko, Nicolau. Introdução. O prelúdio republicano, astúcias da ordem e ilusões do progresso. In: Sevcenko, Nicolau. História da Vida Privada no Brasil , vol.3. R.J., Cia das Letras, 2012.

Wanderbroock Junior, Durval; Boarini, Maria Lúcia. Educação higienista, contenção social: a estratégia da Liga Brasileira de Hygiene Mental na criação de uma educação sob medida (1914-1945). In: Anais da VII Jornada do HISTEDBR , Campo Grande, 2007.
Publicado
2019-12-15
Como Citar
de Valentim, R. P. F., Martins, R. D., & Rodrigues, M. M. (2019). Ideários da educação feminina na Primeira República Brasileira. Cadernos Pagu, (57), e195706. Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8658141
Seção
Artigos