Comportamento e determinantes das transferências federais em saúde no Brasil

uma análise espacial

Autores

Palavras-chave:

Econometria espacial, Modelos espaciais, Economia da saúde, Saúde pública, Transferências intergovernamentais

Resumo

Concebido pela Constituição de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS) vislumbra a descentralização fiscal e a distribuição equitativa de fundos para estados e municípios. Por meio de uma Análise Exploratória de Dados Espaciais (AEDE) e a estimação de um modelo de defasagem espacial (SAR) via Método dos Momentos Generalizado (GMM), buscou-se identificar o comportamento e os determinantes para o repasse federal às microrregiões brasileiras, considerando o componente espacial. O diagnóstico espacial indicou que microrregiões que receberam maiores montantes de repasse eram vizinhas de microrregiões que também obtiveram repasses mais elevados. Resultados econométricos apontaram que microrregiões mais pobres receberam maiores repasses para a saúde. Pelo lado da demanda, a alta complexidade foi priorizada sobre a baixa; o inverso pelo lado da oferta, indicando certo grau de ambiguidade na distribuição dos recursos. Morbidade, número de médicos, hospitais de baixa complexidade e componentes político-partidários também foram determinantes para a atração de recursos federais.

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Biografia do Autor

Barbara Sant’ana Kuenka, Universidade Estadual de Maringá

Mestra em Teoria Econômica pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá, PR, Brasil.

Alexandre Nogueira Mugnaini Junior, Universidade Estadual de Maringá

Mestre em Teoria Econômica na Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá, PR, Brasil. 

Mirela Silva de Oliveira, Universidade Estadual de Maringá

Mestre em Teoria Econômica na Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá, PR, Brasil. 

José Luiz Parré, Universidade Estadual de Maringá

Professor titular do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá, PR, Brasil.

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Publicado

2022-08-19

Como Citar

KUENKA, B. S. .; MUGNAINI JUNIOR, A. N. .; OLIVEIRA, M. S. de .; PARRÉ, J. L. . Comportamento e determinantes das transferências federais em saúde no Brasil: uma análise espacial. Economia e Sociedade, Campinas, SP, v. 31, n. 2, p. 459–485, 2022. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ecos/article/view/8670775. Acesso em: 28 nov. 2022.

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Seção

Artigos