As faces sedutora e violenta do “progresso” em Adoniran Barbosa

  • Thiago Fernandes Franco Universidade Federal de Sergipe
  • Lucas Salvador Andrietta Universidade Estadual de Campinas
  • Thiago Aoki Universidade Estadual de Campinas
  • Robson Gabioneta Universidade Estadual de Campinas
  • Fernando Pedrazolli Filho Universidade Estadual de Campinas
Palavras-chave: Adoniran Barbosa. Progresso. Desenvolvimento. Samba.

Resumo

Compreendendo a produção artística como desveladora de relações sociais em seu contexto, o objetivo desse artigo é analisar as canções do sambista Adoniran Barbosa, relacionando-as a discussões acerca do progresso. Para tanto, retomamos parte do debate sobre desenvolvimentismo no Brasil, apresentando uma visão de progresso recorrente no ideário brasileiro. Depois, analisamos como este é retratado nos sambas de Adoniran. Constata-se que o progresso aparece em sua obra de maneira contraditória (sedutora e violenta), através da perspectiva de personagens que o vivenciam de uma forma que lhes é exterior e incontrolável.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Thiago Fernandes Franco, Universidade Federal de Sergipe
Professor de Relações Internacionais na Universidade Federal de Sergipe (UFS). Mestre e Doutor em Desenvolvimento Econômico (Unicamp). Bacharel e Licenciado em Ciências Sociais – Política e Sociologia (Unicamp).
Lucas Salvador Andrietta, Universidade Estadual de Campinas

Mestre e doutorando em Desenvolvimento Econômico (Unicamp). Bacharel em Ciências Econômicas (Unicamp).

Thiago Aoki, Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Sociologia (Unicamp). Bacharel em Sociologia (Unicamp).
Robson Gabioneta, Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Filosofia (Unicamp). Bacharel em Filosofia (Unicamp). Graduando em Sociologia (Unicamp).
Fernando Pedrazolli Filho, Universidade Estadual de Campinas
Doutorando em Ciências Sociais (Unicamp). Mestre em Sociologia (UFSCar). Bacharel em Ciências Sociais (Unicamp).

Referências

BARBOSA, A. Adoniran Barbosa. São Paulo: EMI-Odeon, 1974. LP.

BARBOSA, A. Adoniran Barbosa. São Paulo: EMI-Odeon, 1975. LP.

BARBOSA, A. Adoniran e Convidados. São Paulo: EMI-Odeon, 1980. LP.

BIELSCHOWSKY, R. Pensamento econômico brasileiro: o ciclo ideológico do desenvolvimentismo. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000.

BORGES, Gabriel Caio Correa. Vozes da modernidade: a lírica de Adoniran Barbosa como ponto de encontro do samba e da crônica. Dissertação de mestrado em Letras. Vitória: Universidade Federal do Espírito Santo, 2015.

BOURDIEU, P. El oficio de sociólogo: Presupuestos epistemológicos. Buenos Aires: Siglo Veintiuno, 2002.

CAMPOS JR, Celso de. Adoniran: uma biografia. 2. ed. São Paulo: Globo, 2009.

FRANCO, T. F.; ANDRIETTA, L. S.; GABIONETA, R. As psiques de João Rubinato, Filosofia Ciência & Vida, São Paulo, v. 98, p.45- 50, ago. 2014a.

FRANCO, T. F.; ANDRIETTA, L. S.; GABIONETA, R. O progresso na obra de Adoniran Barbosa, Filosofia Ciência & Vida, São Paulo, v. 98, p.35-43, ago. 2014b.

KRAUSCHE, V. Adoniran Barbosa. São Paulo: Brasiliense, 1985.

LARA, F. L. G. Favela do Vergueiro e Modernização à Brasileira, Revista Geográfica de América Central, v. 2, n. 47E, 2011.

LÖWY, M.; BENJAMIN, W. Aviso de incêndio: uma leitura das teses sobre o conceito de história. São Paulo: Boitempo, 2005.

MARTINS, J. S. Introdução: as coisas no seu lugar (Da ambiguidade à dualidade na reflexão na reflexão sociológica sobre a relação cidade-campo). In: Introdução crítica à sociologia rural. São Paulo: Hucitec, p. 11-38, 1981.

MATOS, M. I. S. História e Oralidade: a música nos territórios de Adoniran Barbosa, Proj. História, São Paulo, n. 22, p. 259-275, 2001.

MICELI, S. Condicionantes do desenvolvimento das ciências sociais no Brasil, Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 2, nº 5, out. 1987.

MORAES, J. V. História e música: canção popular e conhecimento histórico, Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 20, n. 39, p. 203-21, 2000.

MOURA, Flávio; NIGRI, André. Adoniran: se o senhor não tá lembrado. São Paulo: Boitempo, 2002.

MUGNAINI JR., A. Adoniran: dá licença de contar. São Paulo: Editora 34, 2002.

NAPOLITANO, M. História e Música Popular: um mapa de leituras e questões, Revista de História, n. 157, p. 153-171, 2007.

OLIVEIRA. F. Crítica à razão dualista/o ornitorrinco. São Paulo: Boitempo, 2003.

PAES, J. P. “Samba, Estereótipos e Desforra”, Folha de S. Paulo, Caderno Folhetim, 19 dez., p. 5, 1982.

ROCHA, F. Adoniran Barbosa: o poeta da cidade. Cotia/SP: Ateliê Editorial, 2002.

SILVA, Marcus Vinícius da. Adoniran Barbosa: nem trabalho, nem malandragem. Dissertação de Mestrado em Letras. Campinas: Unicamp, 2012.

VEBLEN, T. Teoria da Classe Ociosa. São Paulo: Abril Cultural, 1980.

Publicado
2017-12-15
Como Citar
Franco, T. F., Andrietta, L. S., Aoki, T., Gabioneta, R., & Pedrazolli Filho, F. (2017). As faces sedutora e violenta do “progresso” em Adoniran Barbosa. Ideias, 8(2), 33-56. https://doi.org/10.20396/ideias.v8i2.8651248
Seção
Dossiê: Relações Brasil-China