As manufaturas de fumo do Recôncavo Baiano

  • Luciana Guerra Santos Mota Universidade Federal da Bahia
Palavras-chave: Manufaturas de fumo, Patrimônio cultural, Recôncavo Baiano

Resumo

O fumo se fez presente no Recôncavo Baiano desde o século XVII, quando se deu o início do seu aproveitamento enquanto mercadoria. A implantação das manufaturas de fumo durante o século XIX foi de grande importância no desenvolvimento sócio-econômico da região. A partir da década de 1930 ocorreu um período de decadência e fechamento da maioria das fábricas, tendo como conseqüência o abandono, destruição e alteração das antigas fábricas e armazéns. O que poderia somar para o desenvolvimento sócio-econômico e cultural de uma região está sendo perdido. A atribuição de exemplares de manufaturas de fumo enquanto patrimônio cultural chamaria a atenção para o desenvolvimento de políticas em prol da sua preservação. Para compreender se estas podem ser consideradas enquanto tal é preciso entender o significado do que seria patrimônio cultural e como se dá a sua formação e a escolha dos bens que farão parte desse seleto grupo. Mesmo assim, ainda não seria possível chegar a uma conclusão, devido à falta de pesquisas relacionadas sobre o assunto.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Luciana Guerra Santos Mota, Universidade Federal da Bahia
Arquiteta Urbanista, Professora da União Metropolitana de Educação e Cultura, Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia. Salvador [Bahia], Brasil.

Referências

ALMEIDA, Rômulo Barreto. Traços da história econômica da Bahia no último século e meio. Revista Planejamento, Salvador [BA], v.1, n. 1, set/out 1977.

BORBA, Silza Fraga Costa. Industrialização e exportação de fumo na Bahia de 1870 a 1930. 1975. Dissertação (Mestrado em Ciências Humanas) Faculdade de Ciências Humanas, Universidade Federal da Bahia. Salvador [BA], Brasil. 1975.

CARTA de Nizhny Tagil sobre o patrimônio industrial. Nizhny Tagil: TICCIH, 17 jul. 2003. Disponível em http://www.mnactec.cat/ticcih/industrial_heritage.htm. Acesso em: 18 jul. 2008.

CHOAY, Françoise. A Alegoria do Patrimônio. Lisboa [Portugal]: Edições 70, 2008.

CURY, Isabelle (org.). Cartas Patrimoniais. Rio de Janeiro [RJ]: IPHAN, 2000.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é Filosofia. Editora 34, 1992.

DELEUZE, Gilles; PARNET, Claire. Diálogos. São Paulo [SP]: Escuta, 1998.

DELEUZE, Gilles. Foucault. São Paulo [SP]: Brasiliense, 2005.

FONSECA, Maria Cecília Londres. O patrimônio em processo: trajetória da política federal de preservação no Brasil. Rio de Janeiro [RJ]: Editora UFRJ; MinC-IPHAN, 2005.

KRAYCHETE SOBRINHO, Gabriel. O capital Agro-Mercantil e a Indústria na Bahia: do primeiro surto industrial à crise de 1930. 1988. Dissertação (Mestrado em Economia). Faculdade de Ciências Econômicas, Universidade Federal da Bahia. Salvador [BA], Brasil. 1988.

KÜHL, Beatriz. Arquitetura do ferro e arquitetura ferroviária em São Paulo: reflexões sobre a sua preservação. São Paulo [SP]: Ateliê Editorial: Fapesp: Secretaria da Cultura, 1998.

MILET, Vera. A teimosia das pedras: um estudo sobre a preservação do patrimônio ambiental no Brasil. Olinda [PE]: Prefeituras de Olinda, 1988.

MOTA, Luciana Guerra Santos. A preservação do patrimônio arquitetônico industrial na Bahia. In Seminário do Programa de pós graduação stricto sensu em arquitetura e urbanismo da Universidade São Judas Tadeu: Cidade e Indústria: ações contemporâneas, 3. Anais eletrônicos... São Paulo [SP], Brasil. 2009. 1CD-ROM.

RIEGL, Alöis. El culto moderno a los monumentos. Cacteres e origem. Madrid [España]: Visor, 1987.

SAMPAIO, Godofredo. A história por trás do charuto nacional. Disponível em: http://www.bonvivant.com.br/not/index.php?Pg=LerNot&Id=129. Acesso em: 18 nov. 2008.

TAVARES, Luis Henrique Dias. História da Bahia. São Paulo [SP]: Editora UNESP; Salvador [BA]: EDUFBA, 2001.

ZYGMUNT, Bauman. Identidade. Rio de Janeiro [RJ]: Jorge Zahar Ed., 2005.

Publicado
2011-12-21
Como Citar
Mota, L. G. S. (2011). As manufaturas de fumo do Recôncavo Baiano. Labor E Engenho, 5(4), 19-33. https://doi.org/10.20396/lobore.v5i4.8634446
Seção
Artigos