Assentamentos urbanos e autoconstrução: inserção na cidade saudável

Palavras-chave: Assentamentos urbanos. Autoconstrução. Cidade saudável.

Resumo

A acelerada urbanização nos grandes centros muitas vezes não segue diretrizes ideais de crescimento, provocando sérios problemas de degradação ambiental e grandes prejuízos na qualidade de vida da população. Para compreender o espaço urbano dentro da relação dos assentamentos irregulares e da autoconstrução das grandes cidades, precisa estar atento a inúmeros quesitos, dentre eles, o surgimento de favelas que representa falha do poder público. Nas primeiras consequências da ocupação do espaço, percebe-se que devido a acelerada urbanização, cidades sofrem influência de todo complexo da estrutura urbana, principalmente em áreas mais precárias. Contudo, em respeito ao cotidiano das comunidades, bem como a valorização do ponto de vista dos moradores e ativos das favelas, olhares para esses lugares não deveriam vir como um problema, mas sobretudo como um desafio. Acredita-se que o estabelecimento de princípios de desenho urbano que levem em conta “o enxergar” esses moradores como protagonistas, onde existe sim o problema das habitações precárias, entretanto pode-se enfrentar esse repto e então propor soluções para locais bem consolidados, em busca da qualidade de vida, onde o legado é muito maior. Como proposta de intervenção interdisciplinar, esses espaços urbanos podem reduzir o impacto nas áreas mais vulneráveis e, consequentemente, transformar a infraestrutura melhorando o ambiente de forma geral na inserção da cidade saudável.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Adriana Aparecida Carneiro Rosa, Centro Universitário de Jaguariúna
Curso de Arquitetura e Urbanismo.
Evandra Ramos Victorio, Centro Universitário de Jaguariúna
Curso de Arquitetura e Urbanismo.

Referências

Andrade, H. (2005) O clima urbano – natureza, escalas de análise e aplicabilidade. Finisterra, XL, 80, pp. 67-91.

Brasil (2008). Lei n.º 11.888 de 24 de dezembro de 2008. Assegura às famílias de baixa renda assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social e altera a Lei n.º11.124, de 16 de junho de 2005. Brasília, DF.

Braga, R. (2012). Mudanças climáticas e planejamento urbano: uma análise do Estatuto da Cidade. In: VI Encontro Nacional da Anppas, Belém, PA.

França, E. (2018). Os planejadores urbanos e a periferia. Estadão, Esquina, Planejamento, São Paulo.

Franco Netto, G., Drumond, I., & Vasconcelos, N. (2010).Meio ambiente e promoção da saúde: aspectos essenciais para a elaboração das políticas públicas. In: A.M.G. Sperandio, D.G. Machin, & M.A.B. Fortunato (orgs.). Políticas integradas em rede e a construção de espaços saudáveis: boas práticas para a iniciativa do rostos, vozes e lugares. Brasília: Organização Pan-Americana de Saúde.

Gehl, J. (2015). Cidades para pessoas. 3 ed. São Paulo: Perspectiva.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2011). Base de informações do Censo Demográfico 2010: Resultados do Universo por setor censitário. Rio de Janeiro.

Labaki, L. C., & Kowaltowski, Doris C C K. (1995) Projetos padrão de conjuntos habitacionais de Campinas e seu conforto térmico: análise de possíveis melhorias. In: Encontro Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído – ENTAC 95, 1995, Rio de Janeiro, RJ. ENTAC 95, Anais. Rio de Janeiro, RJ: ANTAC, 2, pp. 593-598.

Labaki, L. C., & Kowaltowski, Doris C C K. (1998). Bioclimatic and Vernacular Design in Urban Settlements of Brazil. Building and Environment, 33(1), pp. 63-77.

Maricato, E. (2002). As ideias fora do lugar e o lugar fora das ideias: planejamento urbano. In: Arantes, O.; Vainer, C.; Maricato, E. A cidade do pensamento único: desmanchando consensos. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes.

Martins, R. D., & Ferreira, L. C. (2010) Oportunidades e barreiras para políticas locais e subnacionais de enfrentamentos das mudanças climáticas em áreas urbanas: evidências de diferentes contextos. Ambiente & Sociedade, Campinas, 13(2), pp. 223-242, jul-dez.

Mendonça, F., & Monteiro, C. A. F. (2003) Clima urbano. São Paulo: Contexto, 192p.

Moysés, S. T., Krempel, M. C., & Moysés, S. J. (2010) Intersetorialidade: estratégia para a construção de uma cidade saudável. A experiência de Curitiba. In: A.M.G. Sperandio, D.G. Machin, & M.A.B. Fortunato (orgs.). Políticas integradas em rede e a construção de espaços saudáveis: boas práticas para a iniciativa do rostos, vozes e lugares. Brasília: Organização Pan-Americana de Saúde.

Paoli, D. D., & Pina, S. A. M. G. (2008). Desenho Urbano nas áreas habitacionais: uma metodologia de análise conceitual. In: 7o. Seminário Internacional Espaço Sustentável — Inovações em Edifícios e Cidades. NUTAU 2008, FUPAM, FAU-USP, 2008. São Paulo, SP, Brasil.

Pina, S. A. M. G. et al. (2002). Ação e cooperação na questão da habitação social em área de interesse ambiental. In: IX Encontro Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído – ENTAC 2002, Foz do Iguaçu, PR, Anais, 7 – 10 maio 2002. pp. 799-808.

Romero, M. A. B. (2000). Princípios bioclimáticos para o desenho urbano. São Paulo: Projeto Editores Associados Ltda., 128 p.

Rosa, A. A. C. (2017) Conforto ambiental em espaços urbanos abertos: sua correlação com o planejamento de cidades. ISSN 1679-8902 Revista Intellectus. Jaguariúna, 1(38), pp. 45-56.

Saldiva, P. (2018). Vida urbana e saúde: os desafios dos habitantes das metrópoles. São Paulo: Contexto.

Santos, M. (2012). Pensando o espaço do homem. 5a. ed. São Paulo: Edusp.

Vigliecca, H. (2012). Áreas urbanas críticas. Revista Monolito. São Paulo, 7, pp. 92-95, fev/mar. Bimestral. ISSN 2179-748X.

Villaça, F. (2012). Reflexões sobre as cidades brasileiras. São Paulo: Studio Nobel.

Publicado
2018-12-30
Como Citar
Rosa, A. A. C., & Victorio, E. R. (2018). Assentamentos urbanos e autoconstrução: inserção na cidade saudável. Labor E Engenho, 12(4), 540-551. https://doi.org/10.20396/labore.v12i4.8653776
Seção
Artigos