Cidades inteligentes são cidades saudáveis?

Palavras-chave: Cidade inteligente. Cidade saudável. Tecnologia. Obsolescência.

Resumo

O objetivo deste artigo se funda em pensar as práticas e os apelos aparentemente “mágicos” da tecnologia para a cidade inteligente e a sua contribuição para a realidade da cidade saudável. A reflexão ocorre a partir da exploração de conceitos de obsolescência produtiva, hibridismo humano-tecnológico e conexão digital que se desenvolvem excluindo pessoas iletradas tecnologicamente. Analisar a contribuição da tecnologia na cidade e na cidadania em um cenário disruptivo permite compreender se a cidade está sendo construída para produzir e controlar ou para promover a convivência de maneira saudável e coletiva. Propõe-se primeiro, explorar os conceitos de tecnologia, obsolescência e conexão digital. Em segundo lugar, refletir sobre as ferramentas de inteligência tecnológica e a sua relevância nos centros urbanos saudáveis. Em terceiro lugar pensar se a relação de tecnologia e urbanização é de fato benéfica para a cidade e o cidadão. As perguntas essenciais são: Como se dá a obsolescência produtiva? Podemos nos apoiar na tecnologia para uma cidade saudável ou apenas smart? Esta pesquisa pretende, portanto, oferecer subsídios para uma reflexão acerca dos caminhos alternativos na educação do cidadão sem se deixar seduzir pelo apelo Tech de cidades inteligentes.

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Biografia do Autor

Marcia Maria Arco e Flexa Ferreira da Costa, Universidade Presbiteriana Mackenzie

Psicóloga, Doutoranda, Mestre, pesquisadora na Universidade Presbiteriana Mackenzie - Programa de Pós-graduação. Pós graduada em Docência da Língua Inglesa; em Comunicação Organizacional e Relações Públicas; em Recursos Humanos.

Cláudia Coelho Hardagh, Universidade Presbiteriana Mackenzie
Professora e pesquisadora da Universidade Presbiteriana Mackenzie - Programa de Pós-graduação. Historiadora, Socióloga e Pedagoga. Pós-doutora pela Universidade de Coimbra - Centro de Estudos Sociais. Doutora pela PUC-SP.

Referências

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Publicado
2018-12-30
Como Citar
Costa, M. M. A. e F. F. da, & Hardagh, C. C. (2018). Cidades inteligentes são cidades saudáveis?. Labor E Engenho, 12(4), 525-532. https://doi.org/10.20396/labore.v12i4.8654327
Seção
Artigos