Línguas indígenas, fronteiras e silenciamento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/lil.v24i48.8666487

Palavras-chave:

Línguas silenciadas, Identidade etno-discursiva, Migração, Retomada de línguas

Resumo

O trabalho tem como objetivo discutir as consequências trazidas pela colonização no que se refere às constantes migrações de povos e línguas em trânsito entre diferentes fronteiras. No bojo dessa discussão trazemos à tona o conceito de línguas silenciadas, ao lado dos processos de retomadas e ressurgência das línguas originárias brasileiras, com foco em especial na situação linguística registrada em terras Baníwa. A partir da Análise de Discurso, adotamos como principais pressupostos a noção de hospitalidade (ORLANDI, 2012), a constituição da forma-sujeito e o conceito de identidade etno-discursiva (SOUZA, 2020a).

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Biografia do Autor

Tania Conceição Clemente de Souza, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas. Professora Associada do Departamento de Antropologia do Museu Nacional- Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora da Pós-graduação em Linguística da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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Publicado

2021-12-22

Como Citar

SOUZA, T. C. C. de. Línguas indígenas, fronteiras e silenciamento. Línguas e Instrumentos Linguísticos, Campinas, SP, v. 24, n. 48, p. 132–150, 2021. DOI: 10.20396/lil.v24i48.8666487. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8666487. Acesso em: 27 jun. 2022.

Edição

Seção

Dossiê

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