Banner Portal
Funcionamento discursivo e enunciativo do sinal de pessoa para a comunidade surda
PDF

Palavras-chave

Libras
Sinal
Nome próprio
Comunidade surda
Espaço de enunciação

Como Citar

SILVA, N. M. da; SILVA, B. B. da . Funcionamento discursivo e enunciativo do sinal de pessoa para a comunidade surda . Línguas e Instrumentos Línguísticos, Campinas, SP, v. 24, n. 48, p. 285–303, 2021. DOI: 10.20396/lil.v24i48.8667916. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8667916. Acesso em: 30 set. 2023.

Resumo

Propomos discutir, neste texto, sobre a atribuição do sinal de pessoa para os sujeitos surdos, no embate entre estar no espaço de enunciação que já tem um nome definido pelo Estado e a necessidade de um sinal para ser identificado pela comunidade surda. Este texto se constitui em um espaço de reflexão sobre a atribuição de nome próprio por meio de sinal por e para pessoas surdas e ouvintes na comunidade surda na cidade de Cáceres/MT. Ao refletir sobre a nomeação do sujeito surdo por um determinado sinal por meio da Língua Brasileira de Sinais, no espaço de enunciação movimentado por duas línguas – Língua Portuguesa e Libras - e falantes e sinalizantes destas línguas, respectivamente, mobilizamos os pressupostos teórico-metodológicos da Semântica da Enunciação, desenvolvidos por Guimarães (2002, 2004, 2005), para estabelecer uma relação entre essas duas línguas no espaço de enunciação brasileiro.

https://doi.org/10.20396/lil.v24i48.8667916
PDF

Referências

AMARAL, E. T. R. Nomes próprios: análise de antropônimos do espanhol escrito. Tese (Doutorado em Letras), Universidade de São Paulo – USP, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, SP: 2008. Disponível em: http://eduamaralbh.wordpress.com/ dissertacao-e-tese Acesso em: 01/03/2012.

AMARAL, E. T. R. Classificação dos usos de antropônimos no português escrito. Fórum linguístico. Florianópolis, v. 7, n. 2, jul-dez, 2010, p. 74-92.

AMARAL, E. T. R. Contribuições para uma tipologia de antropônimos do português brasileiro. ALFA 55(1), São Paulo, 2011, p. 63-82.

CAPOVILLA, F. C. RAPHAEL, W. D. & MAURICIO, A C. L. Novo Deit-Libras: Dicionário enciclopédico ilustrado trilíngue da língua de sinais brasileira. 2. ed. Ilustrações de Silvana Marques. São Paulo: EdUSP: Inep: CNPq: Capes, 2009 v. I: sinais de A a L e v. 11: sinais de M a Z.

CASTRO, V. M. Apelidação e circulação dos apelidos em Cláudio (MG): um estudo enunciativo sobre nomes próprios. Projeto de mestrado. Texto mimeo. 2011.

Código Civil Brasileiro. Lei nº 10.406 de 10.01.2002. Disponível em: http://www.jucepa.pa.gov.br/downloads/docs/pdf/Novo_codigo_civil.pdf. Acesso em: 15/08/2011.

DUCROT, O. O dizer e o dito. Campinas, Pontes, 1984.

FERREIRA-BRITO, L. Por uma gramática de línguas de sinais. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro: UFRJ, 1995.

GLADKOVA, A. The semantics of nicknames of the american presidents. 2002.

GUIMARÃES, E. Semântica do acontecimento. 2. ed. Campinas: Pontes, 2002.

GUIMARÃES, E. Letras nº 26: língua e literatura – limites e fronteiras. Programa de Pós-graduação em Letras. PPGL-UFSM. 2004, p. 53-62.

GUIMARÃES, E. Letras nº 27: língua e literatura – limites e fronteiras. Programa de Pós-graduação em Letras. PPGL-UFSM. 2004, p. 47-53.

HOLLAND, TJ Jr. The many faces of nicknames. Names. 38 (4), p. 255-272.

Lei Federal 6.015 de 1973. Acesso em: 15 de agosto de 2011. Disponível em: http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.

Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/civil _03/Leis/2002/L10436.

PIMENTA, N. e QUADROS, R. M. de. Curso de Libras. 3. ed. Rio de Janeiro, LSB vídeo, 2008.

QUADROS, R. M. de & KARNOPP, L. B. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004.

SACKS, O. Vendo vozes: uma viagem ao mundo dos surdos. Trad. Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

SILVA, F. I. da et al. Aprendendo Língua Brasileira de Sinais como segunda língua. Caderno pedagógico, nível básico. CEFET/SC, 2007, p. 18.

SKIPPER, J. K, Jr. e LESLIE, Paul L. The systematic study of personal nicknames: a small step forward. Names. 38 (4), p. 253-254.

STUMPF, M. Aprendizagem de escrita de Língua de Sinais pelo sistema SignWriting: Língua de sinais no papel e no computador. Tese (Doutorado em Informática na Educação), Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, CINTED, PO: 2005.

Creative Commons License

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.

Copyright (c) 2021 Línguas e Instrumentos Linguísticos

Downloads

Não há dados estatísticos.