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Ser “de fora” ou ser “de dentro”
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Palavras-chave

Nordestino
Semântica
Literatura

Como Citar

VIANA, Jorge; VENTURA, Adilson. Ser “de fora” ou ser “de dentro”: uma abordagem semântica de sentidos de “ser nordestino” . Línguas e Instrumentos Linguísticos, Campinas, SP, v. 25, n. 50, p. 84–98, 2022. DOI: 10.20396/lil.v25i50.8670793. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8670793. Acesso em: 25 jun. 2024.

Resumo

A construção de sentido(s) de “nordestino”, sem dúvida, passa por áreas das mais diversas: História, Geografia, Política, Economia, para citarmos algumas. Não obstante, entendemos que, dentre várias áreas que possuem uma importância central nessa construção de sentidos, a Literatura Brasileira teve – e tem – um papel de destaque na construção de sentidos do que ficou comumente conhecido como “ser nordestino”. Partindo dessa premissa, este nosso trabalho tem por objetivo discutir, à luz da Semântica, a construção de sentidos de “nordestino”, a partir da consideração de dois tipos de textos literários: por um lado, um texto que se constrói a partir de uma espécie de “olhar de fora” sobre o Nordeste; de outro, textos literários construídos a partir de um “olhar de dentro”. Respectivamente, tomaremos, no primeiro caso, “Os Sertões”, de Euclides da Cunha; e, no segundo, obras da literatura regionalista nordestina da chamada Geração de 30, que inclui, dentre outros, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz e Graciliano Ramos.

https://doi.org/10.20396/lil.v25i50.8670793
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