Silenciamento e línguas de sinais

memória e produção de conhecimento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/lil.v25iesp.8671139

Palavras-chave:

Silenciamento, Línguas de sinais, Produção de conhecimento

Resumo

O artigo pretende discutir a produção de conhecimento sobre as línguas de sinais e o silenciamento imposto a essas línguas em dada historicidade. Em perspectiva teórico-metodológica da Análise de Discurso materialista, o segundo Congresso Internacional de Educação de Surdos, realizado em Milão (1880), considerado um acontecimento discursivo, é tomado como um ponto de virada para (re)tomar o debate entre línguas cuja materialidade se dá de forma distinta.

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Biografia do Autor

Elcio Aloisio Fragoso, Universidade Federal de Rondônia

Doutor em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas. Professor Adjunto da Universidade Federal de Rondônia.

Angela Corrêa Ferreira Baalbaki, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Doutora em Letras pela Universidade Federal Fluminense. Professora Adjunta do Departamento de Estudos da Linguagem, do Instituto de Letras, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. 

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

FRAGOSO, E. A.; BAALBAKI, A. C. F. Silenciamento e línguas de sinais: memória e produção de conhecimento . Línguas e Instrumentos Línguísticos, Campinas, SP, v. 25, n. esp, p. 54–68, 2022. DOI: 10.20396/lil.v25iesp.8671139. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671139. Acesso em: 29 jan. 2023.