O silêncio constitutivo do posseiro

um destino histórico

Autores

  • Águeda Aparecida da Cruz Borges Universidade Federal do Mato Grosso

DOI:

https://doi.org/10.20396/lil.v26inesp.8671185

Palavras-chave:

Silêncio, Posseiros, Carta Pastoral, Terra, Jornais

Resumo

Este texto tem como objetivo materializar um gesto de interpretação em que busco dar corpo ao acontecimento histórico/discursivo do livro: As formas do silêncio no movimento dos sentidos, da pesquisadora Eni Orlandi, que completa 30 anos. Para alcançar o objetivo proposto, recorto o acontecimento da “classe” de posseiros, retomando e ampliando estudos que realizei durante o Mestrado, ao analisar jornais da década de 70, em plena ditadura militar, que publicaram a Carta Pastoral: Uma Igreja da Amazônia em conflito com o latifúndio e a marginalização social, de Dom Pedro Casaldáliga (In memorian). Esse bispo era filiado à Teologia da Libertação e radicado na prelazia de São Félix do Araguaia-MT. Ao final, afirmo que a palavra posseiro não designa uma classe de sujeitos nessa história, mas determina o seu lugar social. Assim, atendo ao Convite da prof.ª Freda Indursky me inscrevendo neste espaço de publicação especial.

Palavras-chave: Silêncio, Posseiros, Carta Pastoral, Terra, Jornais.

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Biografia do Autor

Águeda Aparecida da Cruz Borges, Universidade Federal do Mato Grosso

Doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atualmente é professora Adjunto IV da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

 

 

Referências

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

CRUZ BORGES, Águeda A. da. O silêncio constitutivo do posseiro: um destino histórico. Línguas e Instrumentos Línguísticos, Campinas, SP, v. 25, n. n.esp, p. 228–241, 2022. DOI: 10.20396/lil.v26inesp.8671185. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671185. Acesso em: 30 nov. 2022.