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Como aprendemos o que é dor?
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Palavras-chave

Idioma privado
Sensações
Significado

Como Citar

ESTEVES, Julio. Como aprendemos o que é dor? uma análise crítica do §244 das investigações filosóficas de Wittgenstein. Manuscrito: Revista Internacional de Filosofia, Campinas, SP, v. 29, n. 2, p. 479–498, 2016. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/manuscrito/article/view/8643582. Acesso em: 27 maio. 2024.

Resumo

Neste artigo, chamo principalmente a atenção para o amplamente discutido § 244 das Investigações Filosóficas de Ludwig Wittgenstein. Começo fornecendo o que considero uma reconstrução correta do argumento, em que Wittgenstein sustenta que, em contraste com os pressupostos de uma linguagem privada, aprendemos palavras para sensações, como "dor", por exemplo, não por correlacionando o sinal diretamente com a sensação correspondente. Em vez disso, a "dor" é aprendida em conexão com a expressão natural da dor, com o comportamento da dor, de modo que a palavra substitua a expressão natural. Em seguida, desenvolvo duas linhas de crítica ao argumento de Wittgenstein. Primeiro, argumento que Wittgenstein não explica como o aluno substitui a expressão convencional pela expressão natural. Segundo, sustento que, em sua explicação de como aprendemos palavras para sensações, Wittgenstein compartilha uma das suposições mais importantes da linguagem privada, a mesma que ele queria descartar de uma vez por todas, a saber: seu próprio caso, o que é dor.

         
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Referências

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