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“Believing at will is possible”−or is it? Some remarks on Peels’s “truth depends on belief” cases and voluntariness
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Palavras-chave

Crença
Voluntarismo doxástico
Crença autorrealizável
Williams, Bernard
Peels, Rik

Como Citar

CORMICK, Claudio; EDELSZTEIN, Valeria. “Believing at will is possible”−or is it? Some remarks on Peels’s “truth depends on belief” cases and voluntariness. Manuscrito: Revista Internacional de Filosofia, Campinas, SP, v. 46, n. 2, p. 1–39, 2023. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/manuscrito/article/view/8674104. Acesso em: 14 abr. 2024.

Resumo

Este artigo discute a resposta de Rik Peels ao argumento de Williams contra a crença voluntária. Williams argumenta que as crenças voluntárias devem ser adquiridas independentemente de considerações sobre a verdade e, portanto, não podem ser consideradas crenças, uma vez que as crenças visam à verdade. Peels tentou responder mostrando que, em casos de crenças autorrealizáveis, uma crença pode, de fato, ser adquirida voluntariamente em condições que retenham a orientação para a verdade necessária. Mas mesmo que façamos duas concessões cruciais à proposta de Peels, seu argumento acaba fracassando. A primeira concessão é que as crenças podem ser fracamente voluntárias, ou seja, podemos adquiri-las por vontade própria, embora não as preservemos por vontade própria, mas com base em evidências. Conceder isso, no entanto, só nos leva ao "problema da aquisição": como uma crença pode ser adquirida qua crença quando ainda não achamos que temos justificativa para ela. Isso nos leva à segunda concessão: que saber de antemão que uma determinada crença é autorrealizável nos fornece essa justificativa. No entanto, essa concessão nos leva ao último obstáculo: precisamente porque essa justificativa está disponível tanto antes quanto no momento da formação da crença, a perspectiva cognitiva do sujeito é idêntica em ambos os momentos, o que obscurece o que significa dizer que em um determinado momento ele começou a ter uma crença.

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