PSOL versus PSOL

facções, partidos e mídias digitais

Autores

Palavras-chave:

Mídias sociais, Partido, PSOL, Esquerda, Facebook

Resumo

Este artigo investiga os desafios que as mídias sociais apresentam em relação ao poder das cúpulas dos partidos de definir o discurso majoritário. A hipótese é de que, em contexto de fragmentação partidária, as mídias sociais oferecem oportunidades para correntes internas vocalizarem insatisfações e negociarem suas agendas publicamente, o que gera ruídos externos e dificulta consensos. O estudo de caso focaliza as disputas travadas entre diferentes facções do PSOL acerca da aliança com PT, PCdoB e Rede na eleição para a prefeitura do Rio de Janeiro em 2016. Coletamos dados a partir de requisições à Graph API para mapear a presença de lideranças, diretórios, facções e núcleos dos quatro partidos. Os achados indicam a distância estrutural entre os subsistemas comunicativos organizados em torno do PSOL e do PT-PCdoB e a ríspida discussão pública sobre a composição da aliança eleitoral.

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Biografia do Autor

Marcelo Alves dos Santos Junior, Universidade Federal Fluminense

Universidade Federal Fluminense. Superintendência de Comunicação Social. Niterói (RJ), Brasil.

Afonso de Albuquerque, Universidade Federal Fluminense

Universidade Federal Fluminense. Departamento de Estudos Culturais e Mídia. Niterói (RJ), Brasil.

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Publicado

2020-05-05

Como Citar

Santos Junior, M. A. dos ., & Albuquerque, A. de . (2020). PSOL versus PSOL: facções, partidos e mídias digitais. Opinião Pública, 26(1), 98–126. Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/op/article/view/8659538

Edição

Seção

Artigos