Capacitação Técnica e Competitividade na Petroquímica Brasileira nos anos 1990: O Caso de Camaçari - BA

Autores

  • Lindaura Maria de Santana Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Lia Hasenclever Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • José Manoel Carvalho de Mello Universidade Federal do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.20396/rbi.v2i1.8648871

Palavras-chave:

Pesquisa e desenvolvimento. Qualificação profissional. Inovação tecnológica. Capacitação tecnológica. Pólo petroquímico.

Resumo

O artigo enfoca e avalia a importância da capacitação tecnológica na estratégia de empresas petroquímicas selecionadas do pólo de Camaçari, na Bahia. Para tanto analisa as variáveis P&D e qualificação profissional na estratégia para a competitividade dessas empresas nos anos 1990, após a abertura comercial e a reestruturação patrimonial, através de dados secundários e de uma pesquisa de campo com entrevistas abertas. Concluiu-se que os investimentos feitos em P&D e na qualificação profissional apresentam-se tímidos, destinando-se principalmente para inovações incrementais. No entanto, é possível inferir que há um certo esforço em capacitação tecnológica por parte da maioria das empresas pesquisadas, principalmente as empresas produtoras de petroquímicos finais, embora seja necessário vencer muitos desafios em relação à eficiência produtiva, rentabilidade e competitividade no mercado interno e externo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Lindaura Maria de Santana, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Possui graduação em Economia pela Universidade Federal da Paraíba, mestrado em Economia Rural [C. Grande] pela Universidade Federal da Paraíba e doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Lia Hasenclever, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Professora Doutora do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

José Manoel Carvalho de Mello, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Professor Doutor do Programa de Engenharia de Produção da COPPE/UFRJ

Referências

ABIQUIM, Anuário da Indústria Química Brasileira. São Paulo: ABIQUIM. 1992 a 2001.

ABIQUIM; A competitividade da indústria química brasileira. São Paulo: ABIQUIM, 1997.

ABIQUIM, Estudos da competitividade da indústria química brasileira – II e III. São Paulo: ABIQUIM, 1996 e 1999.

ABIQUIM, A Privatização no Setor Químico/Petroquímico. São Paulo: ABIQUIM, 1998.

ABIQUIM, Projetos de investimento no setor químico brasileiro – 1999/2005. São Paulo: ABIQUIM, 1999.

Antunes, A.; Mercado, A. (orgs.), A aprendizagem tecnológica no Brasil: A experiência da indústria química e petroquímica. Rio de Janeiro: EQ/UFRJ, 1998.

Antunes, R., Adeus ao trabalho: ensaios sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. São Paulo: Cortez, 1997.

A Tarde, Salvador, Impressão Gráfica A Tarde, 14/05/98, 02/04/99, 04/04/99, 08/04/99.

Aurea, A.P.; Galvão, A.C.F., Incorporação de Tecnologia, acesso às inovações e desenvolvimento regional: o quadro recente do Brasil. Texto para discussão, Brasília: IPEA, 1998.

Barbieri, J. C., Produção e transferência de tecnologia. São Paulo: Editora Ática , 1990.

Barbieri, J. C., A contribuição da área produtiva no processo de inovações tecnológicas. RAE, v. 37, n.1, São Paulo, 1997.

Bastos, V. D., A questão tecnológica nas joint-ventures petroquímicas brasileiras. Tese de Mestrado, UFRJ, 1988.

Cavalcante, L. R. M. T., Maturidade tecnológica e intensidade em Pesquisa e Desenvolvimento: o caso da indústria petroquímica no Brasil. Salvador: FIEB/IEL, 1998.

CNI — Confederação Nacional da Indústria. Relatório da competitividade setorial da indústria brasileira. Brasília:CNI, 1999.

COFIC — Comité de Fomento Industrial de Camaçarí, (Material de divulgação), Salvador, 1999.

Cohen, W. M.; Levinthal, D. A., Innovation and learning: the two faces of R&D, in The Economic Journal, n. 99, set., 1989.

Coutinho, L.; Ferraz, J. C. (coord.), Estudos da competitividade da indústria brasileira, Campinas, 1993.

Coutinho, L., A terceira revolução industrial e tecnológica: As grandes tendências de mudança. Revista da UNICAMP, São Paulo, 1992.

Crivellari, H. M. T., Microeletrônica na Indústria Petroquímica. Texto para discussão, ANPOCS, São Paulo, 1989.

Erber, F. S.; Vermulm, R., Os determinantes estruturais do Setor Petroquímico, Rio de Janeiro, IPEA/144, 1993.

Ferraz, J. C.; Kupfer, D.; Haguenauer, L., Made in Brazil: desafios competitivos para a indústria. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1997.

Ferro, J. R.; Toledo, J. C.; Truzzi, O. M. S., Automação e trabalho em indústrias de processo contínuo. ANPOCS, São Paulo, 1989.

Freeman, C.; Perez, C., Structural crises of adjustment, business cycles and investment behavior. In: Technical change and economic theory. London: Pinter, 1988.

Frischtak, C. R., Política industrial e sua institucionalidade. São Paulo: Marco Zero, 1996.

Furtado, A., (coord.), Capacitação tecnológica, competitividade e política industrial: uma abordagem setorial e por empresas líderes. Texto para discussão, IPEA, Brasília, 1994.

Garay, A. B. S., Reestruturação produtiva no complexo petroquímico: Os desafios de mudança e o processo de re-qualificação dos trabalhadores. Mimeo. Tese de Mestrado, UFRGS, 1998.

Gazeta Mercantil, “Indústria Petroquímica”, Análise Setorial, v. I e II, Rio de Janeiro, 1998.

Guerra, O. F., Estrutura de Mercado e Estratégias empresarial: desempenho da petroquímica brasileira e suas possibilidades futuras de inserção internacional. Série Indústria e Trabalho, Brasília, SESI-DN, 1994.

Hasenclever, L.; Cassiolato, J. E., “Capacidad Tecnológica Empresarial Brasileña y Transferencia de Tecnología”, in Revista de Economia y Empresa, n. 34, vol. XII (segunda época, terceiro cuadrimestre), p. 15-31, 1998.

Hasenclever, L.; Lopez, A.; Oliveira, C., “El Impacto del MERCOSUR sobre la Dinámica del Sector Petroquímico” in Integración & Comércio, ano 3, p. 183-212, jan./ago., 1999.

Hasenclever, L., Inovação e aprendizado organizacional, vantagem competitiva e o uso de TICs. Mimeo, IE/UFRJ, 2002.

Hasenclever, L., Desafios para a indústria química. In Aprendizagem tecnológica no Brasil: A experiência da indústria química e petroquímica. UFRJ, Rio de Janeiro, 1998.

Hasenclever, L., Dinâmica e Gestão das Inovações: o papel das empresas químicas. Tese de Doutorado, COPPE-UFRJ, 1997.

Hasenclever, L., A empresa industrial moderna e a pesquisa industrial. Texto Didático, Mimeo, CAPES-FUJB, 1996.

Hasenclever, L., Estado e Industrialização: Organização da Indústria Petroquímica. Tese de Mestrado – IEI, UFRJ, 1988.

Isto É. “A Química do BNDES”, São Paulo: Editora Três, n. 1.541, 14/04/1999.

Kim, L., “Building technological capability for industrialization: analytical frameworks and Korea’s experience”, in Industrial and Corporate Change, v. 8, n.1, Oxford University Press, 1999.

Kirschner, A.M. (org.), A sociologia diante da globalização: possibilidades e perspectivas da sociologia da empresa. IFCS/UFRJ, Rio de Janeiro, 1999.

Kupfer, D.; Hasenclever, L., (orgs.), Economia Industrial. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2002.

Matesco, V. R., Esforço tecnológico das empresas brasileiras. Texto para discussão, Brasília, IPEA, 1994.

Matesco, V. R., O comportamento estratégico das empresas brasileiras: inovadoras versus não inovadoras. Texto para discussão, IPEA, Brasília, 1994.

MCT — Ministério da Ciência e Tecnologia. Estudo da demanda do setor privado por investimentos em tecnologia — 1997-2001, Rio de Janeiro, 1997.

Melo, P. R. S., Complexo eletrônico: diagnóstico e perspectivas. BNDES Setorial, Rio de Janeiro, 1999.

Moraes, S. R., Reestruturação empresarial da indústria petroquímica brasileira na década de 90. Monografia, IE/UFRJ, 2000.

Muls, L., As tecnologias de automação flexível e o debate sobre o processo de trabalho. Texto didático, IE/UFRJ, 1995.

Nonaka, I.; Takeuchi, H., Criação do conhecimento na empresa. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1997.

ODEBRECHT. Informa Braskem. Rio de Janeiro: Odebrecht, agosto de 2002.

Oliveira, J. C., Firma e Quase-Firma no Setor Industrial: o Caso da Indústria Petroquímica Brasileira. Tese de Doutorado IEI-UFRJ, Rio de Janeiro, 1994.

Pavitt, K., The intellectual patterns and determinants of technological activities. In: research system in transition. Editora S. Cozzen et al. Londres: Kluwer Academic Publishers, 1989.

Química Industrial, As maiores empresas de Química e Petroquímica. São Paulo: Editora Signus Ltda, junho de 2001.

Santana, L. M., P&D e Qualificação Profissional na Petroquímica Brasileira nos anos 90: o caso de Camaçari-BA. Tese de Doutorado, COPPE UFRJ, 2003.

Santana, L. M.; Hasenclever, L., “A importância da P&D e qualificação profissional na diferenciação de produtos petroquímicos enquanto estratégia competitiva: o caso do pólo petroquímico de Camaçari nos anos de 1990”. XIV congresso Latino-Americano de Estratégia, Buenos Aires, abril de 2001.

Schumpeter, J. A., Capitalismo, Socialismo e Democracia. Rio de Janeiro: Editora Jorge Zahar, 1984.

Schumpeter, J. A., A Teoria do desenvolvimento econômico. São Paulo: Abril Cultural, 1982.

Smith, A., A riqueza das nações, v. 1, São Paulo: Nova Cultural, 1985.

Suarez, M. A., Petroquímica e Tecnoburocracia: capítulos do desenvolvimento capitalista no Brasil. São Paulo: HUCITEC, 1986.

Teixeira, F. L. C., Difusão da tecnologia de base microeletrônica na indústria de processo contínuo. RAE/FGV, São Paulo, 1992.

Teixeira, F. L. C.; Guerra, O., Investimentos e inovação tecnológica no complexo químico do Nordeste. Mimeo, BNB/Macrotempo, 1998.

Downloads

Publicado

2009-08-17

Como Citar

SANTANA, L. M. de; HASENCLEVER, L.; MELLO, J. M. C. de. Capacitação Técnica e Competitividade na Petroquímica Brasileira nos anos 1990: O Caso de Camaçari - BA. Revista Brasileira de Inovação, Campinas, SP, v. 2, n. 1, p. 147–177, 2009. DOI: 10.20396/rbi.v2i1.8648871. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rbi/article/view/8648871. Acesso em: 28 jan. 2022.

Edição

Seção

Artigos