Paradigmas Tecnológicos e Teorias Econômicas da Firma

  • Paulo Bastos Tigre Universidade Federal do Rio de Janeiro
Palavras-chave: Teorias econômicas da firma. Paradigmas tecnológicos. Evolucionismo. Tecnologias da informação e comunicação.

Resumo

Este artigo analisa a evolução das teorias da firma à luz das mudanças tecnológicas ocorridas em três paradigmas: (i) a Revolução Industrial britânica, que dominou a economia mundial durante todo o século XIX e foi a base de observação para a elaboração da teoria neoclássica; (ii) o paradigma Fordista, que efetivamente deu origem à economia industrial; e (iii) o paradigma das Tecnologias da Informação, cuja construção teórica está baseada, principalmente nas correntes evolucionistas e neo-institucionalistas. A análise da evolução das teorias da firma e sua relação com paradigmas organizacionais distintos mostra que não existe um corpo teórico único e coerente, pois as teorias estão condicionadas por diferentes filiações metodológico-teóricas, enfocam aspectos distintos (produção ou transação) e baseiam-se em contextos institucionais, históricos e setoriais diversos. Conclui que o processo de mudanças tecnológicas e institucionais exige que a teoria evolua continuamente, adotando aportes interdisciplinares e recorrendo mais sistematicamente a pesquisa empírica.

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Biografia do Autor

Paulo Bastos Tigre, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Professor do Instituto de Economia da UFRJ.

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Publicado
2009-08-18
Como Citar
Tigre, P. B. (2009). Paradigmas Tecnológicos e Teorias Econômicas da Firma. Revista Brasileira De Inovação, 4(1), 187-223. https://doi.org/10.20396/rbi.v4i1.8648911
Seção
Artigos