Análise do Desenvolvimento da Tecnologia de FCC sob a Ótica das Teorias de Aprendizagem Organizacional e Dinâmica da Inovação

Autores

  • Luiz Fernando Leite Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Peter Seidl Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Adelaide M. de Souza Antunes Universidade Federal do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.20396/rbi.v7i1.8648957

Palavras-chave:

Aprendizagem organizacional. Modelos de dinâmica da inovação. Gestão de P&D. Trajetória tecnológica. Craqueamento catalítico fluido (FCC).

Resumo

É apresentado o histórico do desenvolvimento da tecnologia de Craqueamento Catalítico Fluido pela Petrobras, cuja trajetória de construção de conhecimento compreendeu quatro fases: aprendizado, aquisição, consolidação e domínio. As primeiras etapas da trajetória tecnológica, que compreendem as fases de aprendizado e aquisição, são analisadas segundo Modelos de Aprendizagem Organizacional consagrados, tais como os de Nevis, DiBella e Gould; Huber; e Senge, sendo verificado para qual desses modelos há uma aderência maior da trajetória de aprendizado da Petrobras. As etapas finais do processo, fase de consolidação e domínio, são analisadas sob a ótica dos Modelos de Dinâmica da Inovação. É feito um levantamento dos distintos modelos descritos na literatura: modelos lineares – ofertista e linear reverso; modelos complexos – terceira, quarta e quinta geração do processo de inovação, Kline e Rosenberg; Utterback; Kim; e Nonaka e Takeuchi. É analisada também a trajetória de evolução tecnológica de países em desenvolvimento, da operação à inovação, e verificado a qual modelo a trajetória de inovação tecnológica da Petrobras mostrou melhor adequação. São realçadas também algumas estratégias que contribuíram para o sucesso do desenvolvimento dessa tecnologia.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Luiz Fernando Leite, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutorando da Escola de Química da UFRJ, coordenador de tecnologia do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – Petrobras.

Peter Seidl, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutor em Ciências e professor da Escola de Química da UFRJ

Adelaide M. de Souza Antunes, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutora em Ciências e professora da Escola de Química da UFRJ

Referências

Argyris, C.; Schön, D.A. Organizational learning: a theory of action perspective, Reading: Addison-Wesley, 1978.

Barbieri, J.C.; Álvares, A.C.T. “Organizações inovadoras”, Inovações nas organizações empresariais, Rio de Janeiro: Editora da FGV, 2003.

Castillero, J.A.M.; Herrmann, C.C.; Schlosser, C.R.; Faria, J.L.M. “Tecnologia de craqueamento catalítico na Petrobras: análise da sua evolução e da validade econômico-estratégica do seu domínio”, Conexpo Arpel, Rio de Janeiro, 1994.

Clark, K.B.; Wheelwright, S.C. Managing new product and process development: text and cases, Nova York: The Free Press, 1993.

Dosi, G. “Technological paradigms and technological trajectories: a suggested interpretation of the determinants and directions of technical change”, Research Policy, v.11, n.3, p.147-162, jun., 1982.

Dosi, G.. “The nature of the innovative process”, in Dosi, G. et al., Technological change and economic theory, Londres, Brighton: Pinter Publishers, SPRU, University of Sussex, DCR Discussion Paper, 1988.

Fusco, J.M.; Einsfeldt, M.; Medeiros, J.; Freire, P.S.; Patrício Jr., N.; Tan, M.H.; Ramos, J.G.F.; Torem, M.A. “PACRC: um marco no processo de craqueamento catalítico fluido”, 4º Encontro Sul-Americano de Craqueamento Catalítico, Manaus, 14-17/8/2000.

Huber, G. “Organizational learning: the contribution process and literature”, Organization Science, v.2, p.88-115, 1991.

Kim, L. “Stages of development of industrial technology in a developing country: a model”, Research Policy, v.9, p.245-277, 1980.

Kim, L.. “Building technological capability for industrialization: analytical frameworks and Korea’s experience”, Industrial and Corporate Change, v.8, n.1, p.111-136, mar., 1999.

Kline, S.J. “Innovation is not a linear process”, Research Management, v.28, n.4, p.36-45, jul./ago., 1978.

Kline, S.J.; Rosenberg, N. “An overview of innovation”, NAP, p.275-305, 1986.

Lall, S. “Developing countries as exporters of industrial technology”, Research Policy, n.9, p.24-52, 1980.

Lall, S. “Technological learning in the third world: some implications of technology exports”, in Stewart, F.; James, J., The economics of new technology in developing countries, Londres: Frances Pinter Publishers, 1982.

Leitão, D.M. “O processo de aprendizado tecnológico nos países em desenvolvimento: o caso da refinação de petróleo no Brasil”, Boletim Técnico da Petrobras, Rio de Janeiro, v.28, n.3, p.207-218, jul.-set., 1985.

Leite, L.F.; Fusco, J.M.; Ramos, J.G.; Medeiros, J.; Torem, M.A. “Novel Fluid Catalytic Cracking Technology – Excellence in heavy feedstock processing”, 17th World Petroleum Congress, Rio de Janeiro, Brasil, 1-5/9/2002.

Leite, L.F. Inovação: o combustível do futuro, Rio de Janeiro: Qualitymark, 2005.

Levitt, T. “Marketing myopia”, Harvard Business Review, p.30-44, set.-out., 1975.

Nevis, E.C.; DiBella, A.J.; Gould, J.M. “Understanding organizations as learning systems”, Sloan Management Review, p.73-84, winter, 1995.

Nonaka, I.; Takeuchi, H. Criação de conhecimento na empresa, Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1997.

PETROBRAS/MG-EM-001. Descrição da Fase de Definição do Empreendimento (FEL), rev.2, 23/3/2004.

Rothwell, R. “Towards the fifth-generation innovation process”, International Marketing Review, v.11, n.1, p.7-31, 1994.

Senge, P.M. A quinta disciplina, São Paulo: Ed. Best Seller, 1990.

Tidd, J.; Bessant, J.; Pavitt, K. “Paths: exploiting technological trajectories”, Managing Innovation 2nd Chap, 1997.

Utterback, J.M. Dominando a dinâmica da inovação, Rio de Janeiro: Qualitymark, 1996.

Downloads

Publicado

2009-08-19

Como Citar

LEITE, L. F.; SEIDL, P.; ANTUNES, A. M. de S. Análise do Desenvolvimento da Tecnologia de FCC sob a Ótica das Teorias de Aprendizagem Organizacional e Dinâmica da Inovação. Revista Brasileira de Inovação, Campinas, SP, v. 7, n. 1, p. 25–62, 2009. DOI: 10.20396/rbi.v7i1.8648957. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rbi/article/view/8648957. Acesso em: 29 set. 2022.

Edição

Seção

Artigos