O que conduz a formação de cooperação tecnológica entre universidade e indústria em sistemas de inovação menos desenvolvidos? Evidências do Brasil

Autores

  • Ana Luiza L. de Araújo Burcharth Centre for Organisational Renewal and Evolution

DOI:

https://doi.org/10.20396/rbi.v10i1.8649011

Palavras-chave:

Interação Universidade-Indústria. Sistemas de inovação. Instituições. Cooperação tecnológica.

Resumo

Diversas formas de colaboração interorganizacional têm sido reconhecidas na literatura por seu potencial em promover aprendizagem e capacidades inovadoras, em especial aquelas envolvendo interações entre universidade e empresa. No entanto, elas são relativamente escassas em Sistemas de Inovação pouco desenvolvidos, como o brasileiro, e pouco se sabe sobre o porquê ou como estão estabelecidas. Com base em um estudo de caso comparativo, este trabalho investiga o contexto em que a cooperação tecnológica entre universidade e indústria surge no Brasil. Os resultados indicam que a formação da cooperação tecnológica é um processo co-evolutivo, que emerge por meio de práticas de compartilhamento de conhecimento com parceiros externos, bem como pelo esforço de articulação de cientistas em rede.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ana Luiza L. de Araújo Burcharth, Centre for Organisational Renewal and Evolution

Centre for Organisational Renewal and Evolution (CORE). Aarhus School of Business, University of Aarhus.

Referências

ALBUQUERQUE, E.; SILVA, L.; RAPINI, M.; SOUZA, S. Interactions between firms and universities in an immature system of innovation: a survey of industrial R&D performers firms in Minas Gerais, Brazil. In: THIRD GLOBELICS CONFERENCE. South Africa, 2005.

AROCENA, R.; SUTZ, J. Looking at National Systems of Innovation from the South. Industry and Innovation, v. 7, n. 1, p. 55-75, 2000.

BERNARDES, A. T.; ALBUQUERQUE, E. Cross-over, thresholds and interactions between science and technology: lessons from less-developed countries. Research Policy, v. 32, p. 865-889, 2003.

CAMPBELL, J. L. Institutional change and globalization. Princeton, N.J.: Princeton University Press, 2004.

CAMPBELL, J. L.; PEDERSEN, O. K. (Eds.). The rise of neoliberalism and institutional analysis. Princeton, N.J.: Princeton University Pressed, 2001.

CASPER, S.; KETTLER, H. National institutional frameworks and the hybridization of entrepreneurial business models: The German and UK biotechnology sectors. Industry and Innovation, v. 8, n. 5, p. 5-30, 2001.

CORIAT, B.; DOSI, G. The institutional embeddedness of economic change: an appraisal of the ‘evolutionary’ and regulationist’ research programmes. In: K. NIELSEN; JOHNSON, B. (Eds.).Institutions and economic change: new perspectives on markets, firms and technology. London: Edward Elgar, 1998.

CORIAT, B.; WEINSTEIN, W. Organizations, firms and institutions in the generation of innovation. Research Policy, v. 31, p. 273-290, 2002.

DAGNINO, R. A relação universidade-empresa no Brasil e o argumento da hélice tripla. Convergencia, v. 11, n. 35, p. 253-291, 2004.

DOZ, Y. The evolution of cooperation in strategic alliances: initial conditions or learning processes? Strategic Management Journal, v. 17, n. summer special issue, p. 55-83, 1996.

DOZ, Y.; OLK, P.; RING, P. S. Formation process of R&D consortia: which path to take? Where does it lead? Strategic Management Journal, v. 21, p. 239-266. 2000.

EDQUIST, C.; JOHNSON, B. Institutions and organizations in Systems of Innovation. In: EQUIST, C. (Ed.). Systems of Innovation. London: Pinter, 1997.

ETZKOWITZ, H.; DE MELLO, J. M. C. The rise of a triple helix culture. International Journal of Technology Management & Sustainable Development, v. 2, n. 3, p. 159-172, 2003.

ETZKOWITZ, H.; DE MELLO, J. M. C.; ALMEIDA, M. Towards “meta-innovation” in Brazil: the evolution of the incubator and the emergence of a triple helix. Research Policy, v. 34, n. 4, p. 411-424, 2005.

FREEMAN, C. Networks of innovators: a synthesis of research issues. Research Policy, v. 20, n. 5, p. 499-514, 1991.

GREGERSEN, B.; JOHNSON, B.; SEGURA, O. Institutions and learning capabilities in a development perspective. In: DRUID SUMMER CONFERENCE 2004. Elsinore, Denmark. June 14-16, 2004.

LAM, A. Knowledge networks and careers: Academic Scientists in Industry-University Links. Journal of Management Studies, v. 44, n. 6, p. 993-1.016, 2007.

LANGLEY, A. Strategies for Theorizing from Process Data. Academy of Management Review, v. 24, n. 4, p. 691-710, 1999.

LASTRES, H. M. M.; CASSIOLATO, J. E.; ARROIO, A. Conhecimento, Sistemas de Inovação e Desenvolvimento. Rio de Janeiro: Editora URFJ Contraponto, 2005.

LUNDVALL, B.-Å. (Ed.). National Systems of Innovation: towards a theory of innovation and interactive learning. London: Pintered, 1992.

LUNDVALL, B.-Å.; JOHNSON, B.; ANDERSEN, E.; DALUM, B. National systems of production, innovation and competence building. Research Policy, v. 31, p. 213-231, 2002.

MENEGHEL, S.; MELLO, D.; GOMES, E. The university-industry relationship in Brazil: trends and implications for university management. International Journal of Technology Management & Sustainable Development, v. 2, n. 3, p. 173-191, 2003.

MYTELKA, L. K. Pathways and policies to (bio)pharmaceutical innovation systems in developing countries. Industry and Innovation, v. 13, n. 4, p. 415-435, 2006.

NELSON, R. (Ed.). National innovation systems: a comparative analysis. New York: Oxford Univrsity Pressed, 1993.

NELSON, R. What enables rapid economic progress? What are the needed institutions? Research Policy, v. 37, p. 1-11, 2008.

NORTH, D. Institutions, institutional change and economic performance. Cambridge, England: Cambridge University Press, 1990.

O’SULLIVAN, M. Finance and Innovation. In: FANGERBERG, J.; MOWERY, D.; NELSON, R. (Eds.).The Oxford handbook of innovation. New York: Oxford University Press, 2005, p. 240-265.

OWEN-SMITH, J.; RICCABONI, M.; PAMMOLI, F.; POWELL, W. A comparison of U.S. and European University-Industry Relations in the Life Sciences. Management Science, v. 48, n. 1, p. 24-43, 2002.

PETTIGREW, A. Longitudinal field research on change: theory and practice. Organization Science, v. 1, n. 3, p. 267-292, 1990.

POWELL, W. W.; GRODAL, S. Networks of innovators. In: FANGERBERG, J.; MOWERY, D.; NELSON, R. (Eds.).The Oxford handbook of innovation. New York: Oxford University Press, 2005, p. 56-85.

POWELL, W. W.; DIMAGGIO, P. J. (Eds.). The new institutionalism in organizational analysis. Chicago: University Pressed, 1991.

POWELL, W. W.; DOPUT, K. W.; SMITH-DOERR, L. Interorganisational collaboration and the locus of innovation: networks of learning in biotechnology. Administrative Science Quarterly, v. 41, n. 1, p. 116-145, 1996.

RAPINI, M. S. Interação universidade-empresa no Brasil: evidências do diretório dos grupos de pesquisa do CNPq. Belo Horizonte: UFMG/Cedeplar, 2005 (Texto para Discussão).

RAPINI, M. S.; CHAVES, C. V.; ALBUQUERQUE, E. M.; SILVA, L. A.; SOUZA, S. G. A. D.; RIGHI, H. M.; CRUZ, W. M. S. D. University-industry interactions in an immature system of innovation: evidence from Minas Gerais, Brazil. Science and Public Policy, v. 36, p. 373-386, 2009.

SCHILLER, D. Nascent innovation systems in developing countries: university responses to regional needs in Thailand. Industry and Innovation, v. 13, n. 4, p. 481-504, 2006.

Downloads

Publicado

2011-05-27

Como Citar

BURCHARTH, A. L. L. de A. O que conduz a formação de cooperação tecnológica entre universidade e indústria em sistemas de inovação menos desenvolvidos? Evidências do Brasil. Revista Brasileira de Inovação, Campinas, SP, v. 10, n. 1, p. 101–128, 2011. DOI: 10.20396/rbi.v10i1.8649011. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rbi/article/view/8649011. Acesso em: 29 jun. 2022.

Edição

Seção

Artigos