O efeito do fim do Acordo sobre Têxteis e Vestuários para a indústria brasileira: uma análise a partir da fronteira de produção estocástica

Autores

  • Diogo de Prince Universidade de São Paulo
  • Ariene da Silva Salgueiro Universidade Federal do Paraná
  • Rogério Gomes Universidade Estadual Paulista

DOI:

https://doi.org/10.20396/rbi.v12i2.8649063

Palavras-chave:

Produtividade. Fronteira de produção estocástica. Indústria têxtil.

Resumo

Este artigo investiga a produtividade e a função de produção de 13 grandes empresas têxteis e de vestuário brasileiras antes e depois do fim do Acordo sobre Têxteis e Vestuário (AVT), que extinguiu as cotas de importação em 2005. Com esse propósito, estima-se a fronteira de produção estocástica entre 1997 e 2008 em painel e, simultaneamente, uma equação explicativa para a (in)eficiência das firmas, como proposto por Battese e Coelli (1995). Os resultados indicaram que as empresas mais eficientes são as mais antigas. A produtividade total dos fatores das firmas apresentou tendência de queda, inclusive após o fim das cotas, aumentando a produtividade apenas a partir de 2007. De forma geral, no período as empresas de Santa Catarina foram mais eficientes do que as de outros Estados.

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Biografia do Autor

Diogo de Prince, Universidade de São Paulo

Mestre pela FEA-RP/USP. Doutorando pela FGV/SP.

Ariene da Silva Salgueiro, Universidade Federal do Paraná

Mestranda em Economia pela UFPR.

Rogério Gomes, Universidade Estadual Paulista

Economia-GEEIN/UNESP.

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Publicado

2013-08-20

Como Citar

PRINCE, D. de; SALGUEIRO, A. da S.; GOMES, R. O efeito do fim do Acordo sobre Têxteis e Vestuários para a indústria brasileira: uma análise a partir da fronteira de produção estocástica. Revista Brasileira de Inovação, Campinas, SP, v. 12, n. 2, p. 283–310, 2013. DOI: 10.20396/rbi.v12i2.8649063. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rbi/article/view/8649063. Acesso em: 6 dez. 2021.

Edição

Seção

Artigos