Padrões de especialização e fluxos de comércio internacional dos países integrantes do grupo BRIC no período 2000-2012

Autores

  • Clésio Lourenço Xavier Universidade Federal de Uberlândia
  • Daniela Fernanda Yamane Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/rbi.v14i2.8649111

Palavras-chave:

Padrões de especialização. Fluxos de comércio internacional. BRIC.

Resumo

O trabalho tem por objetivo caracterizar, quantitativa e qualitativamente, a evolução dos fluxos de comércio dos países integrantes do grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) nos anos 2000. Para isso, analisam-se o crescimento, a composição relativa e o saldo comercial dos fluxos de comércio do BRIC e calculam-se os indicadores de comércio exterior (market-share, vantagens comparativas reveladas e índice de contribuição ao saldo comercial). Os resultados obtidos mostraram que, por um lado, o Brasil e a Rússia não apenas mantiveram um padrão de especialização rígido, com continuidade daquele verificado no início dos anos 2000, como também se aprofundaram neste padrão, com aumento do dinamismo em produtos primários e intensivos em recursos naturais (eficiência ricardiana). Por outro lado, a Índia e, principalmente, a China apresentaram modificações no período, convergindo para um padrão de especialização pautado em produtos de maior valor agregado e com maior diversificação (eficiência em crescimento e eficiência schumpeteriana).

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Clésio Lourenço Xavier, Universidade Federal de Uberlândia

Pesquisador Bolsista de Produtividade do CNPq e Professor Associado do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia.

Daniela Fernanda Yamane, Universidade Estadual de Campinas

Doutoranda em Economia no Instituto de Economia da UNICAMP.

Referências

ALMEIDA, M. Política industrial e crescimento. Radar Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, n, 16, p. 47-56, out. 2011.

CARVALHO, V. R. D. S. Três ensaios sobre competitividade externa e desempenho econômico na década de 2000. 2010. Tese (Doutorado em Economia) – Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.

CAVALCANTE, L. R. Consenso difuso, dissenso confuso: paradoxos das políticas de inovação no Brasil. Radar Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, abril 2011.

COMTRADE. United Nations Commodity Trade Statistics Database. 2013. Disponível em: http://comtrade.un.org/db/. Acesso em: jan. 2013.

CUNHA, A. M. A China e o Brasil na nova ordem internacional. Revista de Sociologia e Política, Curitiba, v. 19, n. suplementar, p. 9-29, nov. 2011.

DOSI, G. Some notes on patterns of production, industrial organization and international competitiveness. In: MEETING ON “PRODUCTION REORGANIZATION AND SKILLS”. BRIE. Berkeley: University of California, September 10-12, 1987.

DOSI, G.; SOETE, L. Technology gaps and cost-based adjustment: some explorations on the determinants of international competitiveness. Metroeconomica, v. XXXV, n. 3, p. 197-222, October 1983.

DOSI, G.; PAVITT, K.; SOETE, L. The economics of technical change and international trade. Great Britain: Harvester Weatsheaf, 1990.

DOSI, G.; TYSON, L.; ZYSMAN, J. Trade, technologies, and development: a framework for discussing Japan. In: JOHNSON, C.; TYSON, L.; ZYSMAN, J. (Ed.). Politics and productivity: how Japan’s development strategy works. New York: Harper Business, 1989.

GUERRIERI, P. International competitiveness, trade integration and technological interdependence. In: BRADFORD JR., C. I. (Ed.). The new paradigm of systemic competitiveness: toward more integrated policies in Latin America. OECD, Development Centre Documents, 1994.

HIRATUKA, C.; CUNHA, S. Qualidade e diferenciação das exportações brasileiras e chinesas: evolução recente no mercado mundial e na Aladi. Brasília: Ipea, junho 2011 (Texto para discussão, 1622).

IPEA. As transformações estruturais do comércio exterior chinês. Comunicados do IPEA, n. 97, 2011.

LALL, S. The technological structure and perfomance of developing country manufactured exports, 1985-1998. Oxford: University of Oxford, 2000 (QEH Working Paper Series, 44).

LIBÂNIO, G. A. O comércio Brasil-China em perspectiva regional: análise e implicações para o desenvolvimento. In: XL ENCONTRO NACIONAL DE ECONOMIA – ANPEC, Anais... Porto de Galinhas: Anpec, 2012.

MARTINS, M. A. O comério exterior brasileiro nos anos de 1980 e 1990: estrutura e evolução do padrão de especialização. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 2004.

NEGRI, J. A. D. Preparando tecnologicamente a economia para o pós-crise. Radar Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, junho 2009.

NEGRI, F. D.; ALVARENGA, G. V. A primarização da pauta de exportações no Brasil: ainda um dilema. Radar Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, abril 2011.

NEGRI, F. D.; PASSOS, M. C. A crise e o padrão de especialização comercial brasileira. Radar Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, junho 2009.

Downloads

Publicado

2015-09-10

Como Citar

XAVIER, C. L.; YAMANE, D. F. Padrões de especialização e fluxos de comércio internacional dos países integrantes do grupo BRIC no período 2000-2012. Revista Brasileira de Inovação, Campinas, SP, v. 14, n. 2, p. 337–360, 2015. DOI: 10.20396/rbi.v14i2.8649111. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rbi/article/view/8649111. Acesso em: 27 maio. 2022.

Edição

Seção

Artigos