Comércio internacional de tecnologias ambientais: o padrão histórico em análise

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rbi.v15i2.8649130

Palavras-chave:

Tecnologia ambiental. Bens ambientais. Comércio internacional.

Resumo

Durante as negociações da Rodada Doha (2001-2007), diversos estudos reportaram a preocupação dos países em desenvolvimento com as negociações sobre a liberalização do comércio de bens e serviços ambientais. Partindo dessa discussão inicial, o presente artigo analisa o comércio internacional de tecnologias ambientais entre 2002 e 2013, mais especificamente os fluxos de comércio entre os países-membros da OCDE e os não membros. O objetivo é analisar em que medida os países desenvolvidos seguem na liderança das exportações e aqueles em desenvolvimento limitam-se à condição de importadores de bens ambientais. Os resultados evidenciam este padrão de comércio, mas o cenário muda com a ascensão da China e o declínio da participação dos EUA e do Japão. No tocante ao nível de proteção tarifária sobre bens ambientais, os países-membros da OCDE seguem muito mais abertos, ou seja, aplicam baixas tarifas médias de importação comparadas àquelas dos países não membros.

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Biografia do Autor

Renata Muniz do Nascimento, Universidade Estadual Paulista

Jornalista e economista, mestre em economia pela UNESP Araraquara.

Luciana Togeiro de Almeida, Universidade Estadual Paulista

Professora do Departamento de Economia da Universidade Estadual Paulista (UNESP), onde também atua como membro do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI). Foi Visiting Scholar no Global Development and Environment Institute da Tufts University. Possui graduação, mestrado e doutorado em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).Tem experiência na área de Economia Internacional e Economia do Meio Ambiente, com foco em Comércio Internacional e Desenvolvimento Sustentável. Foi Presidente e atualmente é membro da Diretoria Executiva da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (ECOECO)/seção regional da International Society for Ecological Economics (ISEE) na condição de Vice-Presidente.

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Publicado

2016-08-28

Como Citar

NASCIMENTO, R. M. do; ALMEIDA, L. T. de. Comércio internacional de tecnologias ambientais: o padrão histórico em análise. Revista Brasileira de Inovação, Campinas, SP, v. 15, n. 2, p. 247–274, 2016. DOI: 10.20396/rbi.v15i2.8649130. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rbi/article/view/8649130. Acesso em: 29 jan. 2023.

Edição

Seção

Artigos