“Biblioteca da escola e competência leitora”

“Biblioteca da escola e competência leitora”

RIBEIRO, Sara Dieny Chaves; GERLIN, Meri Nádia Marques; OLIVEIRA, Vânia Célia de. O desenvolvimento da competência leitora na biblioteca da escola: recuperação da informação e promoção da leitura crítica na era digital. RDBCI: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, SP, v. 22, e024003, 2024. DOI: https://doi.org/10.20396/rdbci.v22i00.8673358

Luísa Haddad Labello
e-mail: 
luisahlabello@gmail.com

 

O artigo intitulado “O desenvolvimento da competência leitora na biblioteca da escola: recuperação da informação e promoção da leitura crítica na era digital”, publicado na Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, foi escrito por três pesquisadoras que possuem uma vasta experiência na área de Biblioteconomia e se debruçam, principalmente, sobre questões que envolvem a “competência leitora” e a “competência em informação”, temas que, segundo as autoras, possuem uma forte conexão.

De modo geral, o artigo teve como objetivo a análise de aspectos associados à “competência leitora” na biblioteca escolar do ensino fundamental, além da reflexão sobre a consolidação de diferentes processos da informação, como a recuperação, seleção e o uso, através da leitura crítica de materiais informativos, que são disponibilizados tanto no espaço físico da biblioteca quanto nos meios digitais. Escrito de modo bastante claro, com uma linguagem simples e cativante, o artigo pode ser lido por pesquisadores, bibliotecários, professores e entusiastas no assunto.

Logo no início, são ressaltados dois pontos importantes no que concerne ao ambiente escolar: a importância de se ter uma biblioteca e a preciosidade de se ter um profissional apto a gerenciar esse local que guarda tantas riquezas. Mas a realidade é frustrante. Salas adaptadas que, com apenas uma estante de livros, são chamadas de bibliotecas e alunos que frequentam esses lugares apenas quando os professores pedem que busquem determinado material. Assim, de modo enriquecedor, as autoras tratam da “função educativa da biblioteca escolar”, demonstrando a sua relevância para o progresso da “competência leitora”.

Mas como os bons e velhos livros podem disputar com as novas tecnologias? A questão aqui não é a escolha de uma ou outra ferramenta de ensino, mas como elas podem ser trabalhadas em conjunto, contribuindo para uma leitura crítica das mais diversas modalidades textuais. Dentre as competências estudadas nos dias atuais, as autoras destacam duas que podem contribuir tanto com o processo de letramento quanto com o combate à desinformação: a “competência leitora”, que é formada pelas habilidades destinadas ao avanço da aprendizagem, a partir da utilização dos mais variados tipos de linguagens e modalidades de leitura, e a “competência em informação”, que abarca, dentre outros pontos, ações fundamentais para incentivar “estratégias de busca e recuperação de informação”.

As autoras mostram que a partir da junção dos “conhecimentos (saberes)” e das “habilidades (fazeres)”, que são componentes das duas competências destacadas acima, os estudantes do ensino fundamental aprendem a absorver e utilizar as informações contidas nos mais variados suportes de leitura, como livros, páginas da internet, revistas em quadrinhos, jornais, de modo mais crítico.

A cereja do bolo deste artigo é o estudo de caso, pois permite aos leitores um melhor entendimento da análise e da reflexão dos pontos cruciais da pesquisa. Sem entrar em detalhes, pois cabe a vocês, leitores, se aventurarem neste artigo, foi aplicado um questionário com respondentes que são, em sua maioria, bibliotecários escolares. Os tópicos colocados em questão englobavam, de modo geral, temas referentes à leitura crítica daqueles que fazem parte da “Geração Alpha”, ou seja, aqueles que já nasceram imersos no mundo digital, sendo possível, assim, realizar um estudo pleno com o grupo de respondentes, que já está habituado e conhece o valor de se ter uma biblioteca na escola, colocando em discussão o modo como as novas tecnologias devem ajudar no incentivo às diferentes formas de leituras.

Por fim, a partir da análise dos dados e do levantamento teórico, as autoras ressaltaram a necessidade de se entender o novo perfil de aluno, que estão imersos nas novas tecnologias, para que as informações sejam compreendidas e utilizadas de modo mais crítico. Entretanto, nunca se deve deixar de lado o bom e velho livro, uma ferramenta imprescindível na educação dos alunos, e aquele que é peça chave no ambiente da biblioteca, promotor das práticas de leitura e caçador de sonhos: o bibliotecário.

Referência:

RIBEIRO, Sara Dieny Chaves; GERLIN, Meri Nádia Marques; OLIVEIRA, Vânia Célia de. O desenvolvimento da competência leitora na biblioteca da escola: recuperação da informação e promoção da leitura crítica na era digital. RDBCI: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, SP, v. 22, e024003, 2024. DOI: https://doi.org/10.20396/rdbci.v22i00.8673358

Como citar:

LABELLO, Luísa Haddad. Biblioteca da escola e competência leitora [Resenha]. Blog PPEC, Campinas, SP, v.8, e024003, abr. 2024. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/blog/index.php/
2024/04/03/e024003/
. Acesso: dd mm aaaa.

 

 

 

 

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