Eso que llaman amor

trabalho, arte e resistência no espaço urbano

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rua.v28i1.8670056

Palavras-chave:

Trabalho reprodutivo, Enunciado dividido, Ailén Possamay, Silvia Federici, Análise materialista de discurso

Resumo

O presente trabalho reflete sobre os efeitos de sentido estabelecidos a partir da produção artística de Ailén Possamay em muros de Buenos Aires. As intervenções da autora são compostas por uma imagem de uma mulher envolvida em alguma atividade doméstica sobre a qual está escrito o enunciado “Eso que llaman amor es trabajo no pago”, de Silvia Federici. Com base na Análise Materialista de Discurso, debatemos sobre o funcionamento discursivo dessas intervenções, atentando para o político no processo de disputa pelos sentidos hegemônicos sobre o que é considerado trabalho. Discute-se sobre o trabalho reprodutivo, que, na formação social capitalista e patriarcal, não é considerado trabalho, mas, como diz o enunciado, é tido como o amor da mulher (mãe, esposa, irmã, amiga).

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Biografia do Autor

Bruna Vitória Tejada, Universidade Federal de Pelotas

 Doutoranda em Letras pela Universidade Federal de Pelotas.

Virgínia Barbosa Lucena Caetano, Universidade Federal de Pelotas

 Doutoranda em Letras pela Universidade Federal de Pelotas.

Luciana Iost Vinhas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutorado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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Publicado

2022-06-08

Como Citar

TEJADA, B. V. .; CAETANO, V. B. L. .; VINHAS, L. I. . Eso que llaman amor: trabalho, arte e resistência no espaço urbano. RUA, Campinas, SP, v. 28, n. 1, 2022. DOI: 10.20396/rua.v28i1.8670056. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/107-124. Acesso em: 3 dez. 2022.

Edição

Seção

Estudos