Da parede ao corpo social: a carne que não satisfaz

Autores

  • Gesualda dos Santos Rasia Universidade Federal do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.20396/rua.v16i1.8638835

Palavras-chave:

Enunciado. Interdiscurso. Posição-sujeito. Sentidos. Resistência

Resumo

O presente estudo ocupa-se em analisar discursivamente os sentidos produzidos a partir de dois enunciados constantes em paredes de estabelecimentos comerciais de Curitiba (PR): “Carne é crime” e “Fome é foda”. Para tanto, reflete acerca de suas condições de aparecimento, das implicações políticas, econômicas e sociais circundantes, via mapeamento das diferentes posições-sujeito em que se inscrevem tais enunciados; reflete também sobre como esses ressignificam evidências do corpo social. Neste artigo busco analisar como o social se apresenta em Linha de Passe, um filme de Walter Salles e Daniella Thomas. Inscrita na perspectiva discursiva materialista, chamo a atenção para um funcionamento específico da imagem em  Linha de Passe: sua ‘metonimização’. Nesse modo de textualização da imagem, apresento a contradição condensada em sentidos que dão visibilidade a um social equívoco. Nesta análise, procuro compreender o social investido pelo político na materialidade significante de Linha de Passe.

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Biografia do Autor

Gesualda dos Santos Rasia, Universidade Federal do Paraná

Professora do Departamento de Lingüística, Letras Clássicas e Vernáculas – DLLCV da Universidade Federal do Paraná - UFPR.

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Publicado

2015-07-20

Como Citar

RASIA, G. dos S. Da parede ao corpo social: a carne que não satisfaz. RUA, Campinas, SP, v. 16, n. 1, p. 42–65, 2015. DOI: 10.20396/rua.v16i1.8638835. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8638835. Acesso em: 9 ago. 2022.

Edição

Seção

Estudos

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