O filho da dor: espacialidades em Desde que o samba é samba, de Paulo Lins

Autores

  • Gabriel Capelossi Ferrone Universidade Estadual Paulista

DOI:

https://doi.org/10.20396/rua.v23i2.8651139

Palavras-chave:

Espacialidade. Deslocamento. Samba. Umbanda. Violência.

Resumo

Este trabalho faz uma reflexão em torno de Desde que o samba é samba (2012), segundo romance de Paulo Lins, que recria e ficcionaliza o nascimento e desenvolvimento do Samba no bairro carioca Estácio na década de 1920. Serão apontadas as estratégias narrativas para a construção de múltiplas espacialidades no romance e como a história do Samba e da Umbanda atuam na mobilidade, ou não, das personagens. Além disso, será observada a presença de graus de violência a partir da relação geográfica que os personagens dispõem entre si. Por fim, terão ênfase os múltiplos espaços, simbólicos e físicos, que, ora apresentam tensões e rivalidades desenvolvidas a partir de um relacionamento conturbado entre as pessoas que os dividem, ora aproximam-nas, impulsionadas pelos elementos culturais locais

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Biografia do Autor

Gabriel Capelossi Ferrone, Universidade Estadual Paulista

Professor e bacharel em Letras graduado pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, UNESP, campus Araraquara. Discente do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários (mestrado) pela mesma instituição. Residente em: R. Américo Salles, 619, Centro, Jardinópolis/SP.

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Publicado

2017-12-05

Como Citar

FERRONE, G. C. O filho da dor: espacialidades em Desde que o samba é samba, de Paulo Lins. RUA, Campinas, SP, v. 23, n. 2, p. 187–202, 2017. DOI: 10.20396/rua.v23i2.8651139. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8651139. Acesso em: 31 jan. 2023.

Edição

Seção

Artigo