Práticas sociais de fabricação da memória

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rua.v26i2.8663436

Palavras-chave:

Texto expográfico, Divulgação artística, Efeito-leitor, Metaforização, Memória discursiva

Resumo

A partir da noção de texto expográfico (MARGARITO, 2015) desenvolvemos uma análise de textos que museus e exposições produzem sobre a arte. No caso específico de nossa análise estendemos a noção de texto expográfico para textos que apresentam artistas e obras de uma exposição. Procuramos mostrar a textualização da arte no jogo entre memória e esquecimento que fundamenta os efeitos-leitor produzidos por eles na constituição de um sujeito apreciador de arte, e que se constitui, por relações de sentidos, a partir das maneiras contraditórias de ler. Concluimos pela metaforização de sujeitos e sentidos, pelo discurso da arte.

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Biografia do Autor

Eni Puccinelli Orlandi, Universidade Estadual de Campinas

Doutorado em Lingüística pela Universidade de São Paulo. Pesquisadora do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb) da Universidade Estadual de Campinas. Professora colaboradora da Universidade Estadual de Campinas.

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Publicado

2020-11-30

Como Citar

ORLANDI, E. P. Práticas sociais de fabricação da memória. RUA, Campinas, SP, v. 26, n. 2, p. 511–527, 2020. DOI: 10.20396/rua.v26i2.8663436. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8663436. Acesso em: 25 set. 2022.

Edição

Seção

Dossiê