Relações à margem

Residualidade e estigmatização urbana na Orla Conde, Rio de Janeiro.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rua.v28i1.8670297

Palavras-chave:

Residualidade urbana, Estigmatização urbana, Estado de exceção, Megaeventos

Resumo

Os espaços residuais são aqueles lugares apagados do imaginário coletivo urbano, e muitas vezes, negligenciados pela narrativa na qual se inserem. São lugares que sofreram um processo de estigmatização socioespacial vinculado a uma política da exceção. O presente trabalho apresenta uma reflexão sobre tal fenômeno urbano observado na área da Orla Conde, no Porto Maravilha do Rio de Janeiro. A área sofreu diversas intervenções prévias aos megaeventos sediados na cidade em 2014 e 2016, entre elas a implosão do Elevado Perimetral. Metodologicamente a pesquisa opera discutindo principalmente os conceitos de residualidade e estigmatização urbana, fenômenos que foram observados Orla Conde e parte da região portuária reformada. Os resultados da pesquisa evidenciam a existência resquícios de uma residualidade socioespacial preexistente e que novas formas de residualidade têm surgido na região

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Biografia do Autor

Fernando Espósito Galarce, PUC-Rio

Doutor pela E. Tècnica Superior d'Arquitectura de Barcelona pelo UNIVERSITAT POLITÈCNICA DE CATALUNYA, Espanha (2011). Professor Assistente da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura.

Julia Meira, PUC-Rio

Graduanda do curso de Arquitetura e urbanismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Bolsista PIBIC pela CNPq (2019-2020).

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Publicado

2022-06-30

Como Citar

GALARCE, F. E. .; MEIRA, J. Relações à margem: Residualidade e estigmatização urbana na Orla Conde, Rio de Janeiro. RUA, Campinas, SP, v. 28, n. 1, 2022. DOI: 10.20396/rua.v28i1.8670297. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8670297. Acesso em: 6 dez. 2022.

Edição

Seção

Estudos