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Cartográfias afetivas
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Palavras-chave

Cidade
Caminhar
Corpo
Cartografia
Escrita

Como Citar

KASPER, Kátia Maria; TÓFFOLI, Gabriela de Sousa; SEJANES, Thalita Alves. Cartográfias afetivas: trajetos incertos, inventando cidade. RUA, Campinas, SP, v. 28, n. 2, p. 475–489, 2022. DOI: 10.20396/rua.v28i2.8671548. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8671548. Acesso em: 22 jun. 2024.

Resumo

Este ensaio escreve-se pela cidade, pelas marcas de quem por ela caminha.  A cidade se provoca no texto: contra-diz. Cidade fértil: brota, respira, transpira. A cidade escuta a si mesma, irrompe, risca. O caminhante intervém nela produzindo paisagens, arquiteturas, meios-lugares, quedas, derivas, (in)servíveis. A cidade emaranha suas direções com encontros (im)possíveis. Com existências mínimas (LAPOUJADE, 2017), enquanto caminhar se delineia com uma prática filosófica (GROS, 2010). O caminhante, errante, vagabundo: texto em equilíbrio precário, entre os fios de uma rede (DELIGNY, 2015). Fio a fio, o caminhar e a cidade cartografam-se (ROLNIK, 2007; DELIGNY, 2015) neste texto, mapeando os trajetos vagos e os desenhos da caminhada.

https://doi.org/10.20396/rua.v28i2.8671548
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Referências

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