Marx, Eugène Buret e a instituição salarial

o trabalho nos manuscritos de 1844

Autores

Palavras-chave:

Marx, História econômica, Economia política, Força de trabalho, Trabalho assalariado

Resumo

O objetivo deste artigo é discutir o estatuto do trabalho nos Manuscritos Econômico-Filosóficos de 1844 e suas implicações no desenvolvimento político-intelectual de Marx. Trata-se de um estudo teórico cujo objeto é o tema do trabalho-mercadoria no século XIX e o desenvolvimento da concepção de trabalho na obra de Marx. Para tanto, juntamente com o apoio de uma bibliografia de base sobre o tema, recorre ao exame de alguns aspectos da concepção de trabalho ao longo do desenvolvimento do pensamento de Marx e procura relacioná-los com as questões trazidas por Eugène Buret a respeito do estatuto mercantil do trabalho. O estudo evidencia a constituição de conceitos fundamentais em Marx, as dificuldades que este encontrou para bem distinguir o que se apresentava sob a rubrica de “trabalho” e alguns de seus impasses.

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Biografia do Autor

Wanderson Ferreira Alves, Universidade Federal de Goiás

Pós-doutordo em Sociologia do Trabalho pela Université de Paris 10. Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO, Brasil.

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Publicado

2022-04-06

Como Citar

ALVES, W. F. . Marx, Eugène Buret e a instituição salarial: o trabalho nos manuscritos de 1844. Economia e Sociedade, Campinas, SP, v. 31, n. 1, p. 183–202, 2022. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ecos/article/view/8668964. Acesso em: 9 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos