A dívida pública, o câmbio e a dinâmica privada de alocação da riqueza financeira

limites e possibilidades da política fiscal

Autores

Palavras-chave:

Política fiscal, Política monetária, Instabilidade financeira, Volatilidade cambial, Regulação financeira

Resumo

O artigo avalia como na economia brasileira durante os primeiros meses da pandemia da Covid-19 a dinâmica privada de alocação da riqueza financeira potencializou a instabilidade macroeconômica, condicionando as possibilidades e os limites das políticas fiscal e monetária, em particular via efeitos sobre o câmbio. São discutidas as razões da volatilidade financeira e seus impactos sobre o manejo da política econômica. Analisa-se o papel da especulação, enfatizando que – no contexto de juros baixos, que vigorou até 2020, e da proliferação de estratégias de investimento e de gestão de risco procíclicas por investidores locais, com destaque para os fundos multimercados – ela tem sido uma fonte de ampliação da instabilidade e da volatilidadedos preços. O texto discute ainda ideias para que a regulação incentive a diversidade de visões e de estratégias de investimento, combatendo as externalidades negativas da especulação.

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Biografia do Autor

Thiago Rabelo Pereira, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

Economista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Marcelo Miterhof, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

Mestre em Economia pela Universidade Estadual de Campinas. Economista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 

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Publicado

2022-08-19

Como Citar

PEREIRA, T. R. .; MITERHOF, M. . A dívida pública, o câmbio e a dinâmica privada de alocação da riqueza financeira: limites e possibilidades da política fiscal . Economia e Sociedade, Campinas, SP, v. 31, n. 2, p. 333–354, 2022. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ecos/article/view/8670763. Acesso em: 28 nov. 2022.

Edição

Seção

Artigos