A língua Katukína-Kanamarí

Autores

  • Francesc Queixalós Universidade de Paris IV
  • Zoraide dos Anjos Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal

DOI:

https://doi.org/10.20396/liames.v6i1.1445

Palavras-chave:

Línguas amazônicas. Língua katukina-kanamari. Fonologia. Morfossintaxe. Ergatividade. Dialetologia.

Resumo

A língua Katukína-Kanamarí, anteriormente considerada como duas línguas diferentes, é falada por cerca de duas mil pessoas nos rios Juruá, Jutaí e Javarí e seus tributários, ao sul do rio Solimões, estado do Amazonas, Brasil. Poderia ser a única língua sobrevivente da família Katukina. Pouco se sabe sobre sua estrutura, e o artigo – resultado do trabalho de campo e da análise de ambas as variedades da língua – apresenta uma visão geral dos traços fonológicos e gramaticais, enfatizando o padrão sintaticamente ergativo da língua.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Francesc Queixalós, Universidade de Paris IV

Doutorado Estado em Artes e Humanidades da Universidade de Paris IV de 1995 PhD Pós-graduação Linguística, Universidade de Paris IV.

Zoraide dos Anjos, Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal

Doutor em Linguística da Faculdade de Letras da Vrije Universiteit Amsterdam - Holanda.

Referências

ADELAAR, Willem F. (2000). Propuesta de un nuevo vínculo genético entre dos grupos lingüísticos indígenas de la amazonía occidental: harakmbut y katukína. In Luis Miranda (ed.). Actas del I Congresso de Lenguas Indígenas de Sudamérica, pp. 337-343. Lima: Universidad Ricardo Palma.

ALLEN, W. (1964). Transitivity and possession. Language 40: 337-343.

CARVALHO, Maria do Rosário G. (1998). Os Kanamarí da Amazônia Ocidental: história e etnografia. Tese de Doutorado. São Paulo: USP

CARVALHO, Maria do Rosário G. (2002). Os Kanamarí da Amazônia Ocidental: história, mitologia, ritual e xamanismo. Salvador: FCJA.

DOS ANJOS, Zoraide. A língua Katukína. (2005a). Caderno do Simpósio de Letras: múltiplos olhares. Goiânia: Universidade Federal de Goiás.

DOS ANJOS, Zoraide. (2005b). Fonologia Katukína (dialeto Katukína do Biá). Dissertação de Mestrado. Brasília: Universidade de Brasília.

FUNAI (1988). (Documento interno)

GILDEA, S. (2002). Ergativity in the Northern Cariban Languages. In F. Queixalós (org.) Ergatividade na Amazônia I, Atas do primeiro encontro do projeto Manifestações da ergatividade na Amazônia, pp. 137-145. Brasília: Universidade de Brasília.

GROTH, Christine. (1977). Here and There in Kanamarí. Anthropological Linguistics 19(5): 203-215

GROTH, Christine. (1985). Syntax of the phrase types in Canamarí. In David L. Fortune (ed.). Porto Velho Workpapers, pp. 93-129. Brasília: SIL.

GROTH, Christine. (1988a). Modo y aspecto en el discurso kanamarí. Revista Latinoamericana de Estudios Etnolingüísticos 5: 51-72.

GROTH, Christine. (1988b). Prominencia, evaluación y el uso de la partícula tso en el discurso kanamarí. Revista Latinoamericana de Estudios Etnolingüísticas 5: 73-91

LABIAK, Araci Maria. (1997). Frutos do céu e frutos da terra: aspectos da cosmologia Kanamarí no Warapekom. Dissertação de Mestrado. Florianópolis: UFSC.

LIMA, Deborah & PY-DANIEL, Victor. (2002). Levantamento etnoecólogico das áreas indígenas Kanamarí do Médio Juruá e Katukína rio Biá: relatório final. Brasília, FUNAI/ PPTAL.

LOUKOTKA, Èestmir. (1949). Sur quelques langues inconnues de l’Amérique du Sud. Língua Posnianensis 1: 53-82. Posnan.

LOUKOTKA, Èestmir.(1963). Documents et vocabulaires inédits de langues et de dialectes sud-américains. Journal de la Société des Américanistes 52: 7-60.

MARTIUS, Karl Friederich Phillip von. (1863). Glossaria Linguarum Brasiliensium. Glossário de diversas lingoas e dialectos que fallao os indios no imperio do Brazil.Wörtersammlung brasilianischer Sprachen. Erlangen: Druck von Junge & Sohn.

MONTEIRO, Rosa Maria. (2002). Wana Adjaba itsonim nawara (os donos da terra). In Márcia Maria Gramkow (org.) Demarcando terras indígenas II: experiências e desafios de um projeto de parceria. Brasília, pp. 207-222. FUNAI/PPTAL/GTZ.

NEVES, Lino J. Oliveira. (1996). 137 anos de sempre: um capítulo da história Kanamarí do contato. Dissertação de Mestrado. Florianópolis: UFSC.

OPAN. (2000). Relatório de Viagem, povo indígena Katukína. Jutaí. (ms.)

QUEIXALÓS, Francesc. (1995). Transitividade em Katukína: uma primeira aproximação. Anais do IX Encontro nacional da ANPOLL, Lingüística, vol. 2: 1063-1071. João Pessoa-PB.

QUEIXALÓS, Francesc. (2002a). Sobre um sujeito Katukína e um objeto Sikuani. In A. S. Cabral, & A. D. Rodrigues, (eds.) Atas do I Encontro Internacional do Grupo de Trabalho sobre Línguas Indígenas da ANPOLL, tomo II, pp. 260-270. Belém: UFPA

QUEIXALÓS, Francesc. (2002b). Ergatividade em Katukina in Queixalós, F. (org.). Ergatividade na Amazônia I, Atas do primeiro encontro do projeto Manifestações da ergatividade na Amazônia. Brasília, Universidade de Brasília, 2002b, páginas 137-145.

QUEIXALÓS, Francesc. (2003). A ergatividade Katukína em frente das mudânças de valência. In F. Queixalós (org.). Ergatividade na Amazônia II, Atas do segundo encontro do Projeto Manifestações da ergatividade na Amazônia, pp. 227-237. Brasília: Universidade de Brasília.

QUEIXALÓS, Francesc. (2004). Split Transitivity and Coreference in Katukína. In F. Queixalós, F. (org.). Ergatividade na Amazônia III, Atas do terceiro encontro do Projeto Manifestações da ergatividade na Amazônia, pp. 175-188. Paris: CNRS.

QUEIXALÓS, Francesc. (2005). Posse em Katukina e valência dos nomes. In A. D. Rodrigues & A. S. Cabral, A.(orgs.). Novos estudos sobre línguas indígenas brasileiras, pp. 177-202. Brasília: Universidade de Brasília.

QUEIXALÓS, Francesc. Incorporation in katukína-kanamarí. Amerindia (no prelo).

REESINK, Edwin B. (1993). Imago Mundi Kanamarí. Tese de Doutorado. Rio de Janeiro: UFRJ-Museu Nacional.

RIBEIRO, Adelina et al. (1989). Elementos da fonologia Kanamarí. Cadernos de Estudos Lingüísticos 16: 123-141. Campinas: IEL/UNICAMP.

RIVET, Paul. (1920). Les Katukína, étude linguistique. Journal de la Société des Américanistes 12: 83-89.

RODRIGUES, Aryon. (1986). Línguas brasileiras: para o estudo das línguas indígenas. São Paulo: Loyola.

SANTOS, Lenize Maria Wanderley. (2002). STRS autossômicos e ligados ao cromossomo y em indígenas brasileiros. Universidade de São Paulo/FMRP. Tese de Doutorado.

TASTEVIN, Constantin. (1920a). Vocabulaire Katawixí et Marawa. Manuscritos dos Arquivos da Congregação do Santo Espírito, Chevilly-Larue.

TASTEVIN, Constantin. (1920b). Le fleuve Juruá. La Géographie. Paris, Société de Geographie, exemplar de janeiro, pp.1-23.

TASTEVIN, Constantin. (1927). La région du Moyen-Amazone ou Solimões (Brésil). La Géographie. Paris, Société de Geographie, exemplares de novembro e dezembro, pp. 259-281.

TASTEVIN, Constantin. (1928). Le Riozinho da Liberdade. La Géographie. Paris, Société de Geographie, exemplar de abril, 1928, pp. 1-12.

Downloads

Publicado

2012-03-13

Como Citar

QUEIXALÓS, F.; ANJOS, Z. dos. A língua Katukína-Kanamarí. LIAMES: Línguas Indígenas Americanas, Campinas, SP, v. 6, n. 1, p. 29–59, 2012. DOI: 10.20396/liames.v6i1.1445. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/liames/article/view/1445. Acesso em: 14 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos