A grafia das línguas gerais (Tupi) no século XVIII

Autores

  • Aline da Cruz Vrije Universiteit Amsterdam

DOI:

https://doi.org/10.20396/liames.v7i1.1452

Palavras-chave:

Línguas gerais. Família tupi-guarani. Ortografia. Historiografia linguística.

Resumo

Em 1863, o naturalista Karl Friedrich von Martius (1794 – 1868) publicou os Glossaria Linguarum Brasiliensium, uma coleção de vocabulários e listas de palavras sobre língua indígenas brasileiras. Nesse material, incluiu dois documentos que registravam línguas gerais (fam. Tupi-Guarani) do século XVIII: o Diccionario da Lingua Geral Brasílica, que registra a língua falada na Amazônia e o Diccionario de Verbos do Tupi Austral, que registra a língua que teria sido falada em São Paulo. Para von Martius, a língua geral amazônica era superior àquela falada em São Paulo, Cuiabá e Rio Grande do Sul. A partir da análise comparativa dos critérios de notação utilizados nos dois materiais, esta pesquisa procurou mostrar que as oscilações de representação das unidades lingüísticas no Diccionario de Verbos podem ter levado von Martius a manifestar opiniões depreciativas sobre o Tupi Austral em relação à Língua Geral Brasílica.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Aline da Cruz, Vrije Universiteit Amsterdam

Vrije Universiteit Amsterdam, CAPES

Referências

ANCHIETA, Pe. José de. (1990[1595]). Artes de Gramática da Língua mais usada na Costa do Brasil. São Paulo: Loyola. (1a. ed. Coimbra: Antônio Mariz, 1595).

BORGES, Luís C. (1991). A língua geral amazônica: aspectos de uma fonêmica. [Dissertação de Mestrado]. Campinas: UNICAMP.

C MARA Jr., Joaquim Mattoso. (1965). Introdução às línguas indígenas brasileiras. Rio de Janeiro: Livraria Acadêmica.

CRUZ, Aline. (2006). O estatuto de [s] e [S] na Língua Geral Brasílica. [Comunicação de Pesquisa] IX Encontro dos Alunos de Pós-Graduação em Lingüística da USP. São Paulo: Departamento de Lingüística – USP.

CRUZ, Aline.(2005). O Resgate da Língua Geral Modos de Representação e Segmentação da Língua Geral Brasílica e do Tupi Austral na obra de Martius (1794 – 1868). [Dissertação de Mestrado]. São Paulo: Departamento de Lingüística – USP.

CRUZ, Aline.& CHRISTINO. (2005) Beatriz. O contato lingüístico para Martius (1794-1868), Steinen (1855-1929) e Ehrenreich (1855-1914). Papia 15: 102-110.

FIGUEIRA, Luís. (1621). Arte da Língua Brasílica. Lisboa: Manuel da Silva.

GIMENES, Luciana. (2005). Marcadores de Pessoa em documentos do Guarani do século XVII. Seminário do Grupo de Estudos em Historiografia da Lingüística. São Paulo: CEDOCH – DL / USP (ms.inédito).

MARTIUS, Karl Friedrich Philipp von. (1969[1863]). Glossários de diversas lingoas e dialectos, que fallao os índios no imperio do Brazil. Wörtersammlung brasilianischer Sprachen. Wiesbaden: Martin Sandig.

MONSERRAT, Ruth. (2003). O tupi do século XVIII (tupi-médio). José Ribamar Bessa Freire & Maria Carlota Rosa (orgs.). 2003. Língua Gerais Política Lingüística e Catequese na América do Sul no Período Colonial, pp. 185-194. Rio de Janeiro: EdUERJ.

MONTOYA, Antonio Ruiz de. (1993 [1640]). Arte de la lengua guaraní. [Edição fac similar. Transcrição por Antonio Caballos. Introdução por Bartomeu Melià]. Asunción: CEPAG.

RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. (1996). As línguas gerais sul-americanas. Papia 4.2: 6–18. (Disponível em http://www.unb.br/il/lali/publicacoes/publ_002.html).

RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. 1986. Línguas Brasileiras: Para o conhecimento das línguas indígenas. São Paulo: Edições Loyola.

WETZELS, Leo. (1995). Estrutura Silábica e Contornos Nasais em Kaingáng. Estudos Fonológicos das línguas indígenas brasileiras, pp. 265-296. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ.

Downloads

Publicado

2012-03-08

Como Citar

CRUZ, A. da. A grafia das línguas gerais (Tupi) no século XVIII. LIAMES: Línguas Indígenas Americanas, Campinas, SP, v. 7, n. 1, p. 7–24, 2012. DOI: 10.20396/liames.v7i1.1452. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/liames/article/view/1452. Acesso em: 6 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos