Orality spreading in Pirahã

  • Filomena Sandalo Universidade Estadual de Campinas
  • Maria Bernadete Abaurre Universidade Estadual de Campinas
Palavras-chave: Nasalização. Oralização. Articulação neutra. Língua pirahã. Sistemas fonológicos.

Resumo

Neste trabalho, discutimos oralidade e nasalidade em algumas línguas indígenas brasileiras. Tomando por base dados principalmente do pirahã, questionamos o caráter universal da posição elevada do véu palatino, conforme proposto por Chomsky & Halle (1968), para a posição neutra de articulação. Propomos que as línguas podem ser tipologicamente diferenciadas pelo número de obstruintes que têm em seus inventários: aquelas com um número grande de obstruintes exibem processos de nasalização, enquanto outras, como o pirahã, com um grande número de sonorantes exibem processos de oralização.

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Biografia do Autor

Filomena Sandalo, Universidade Estadual de Campinas
Doutorado em Lingüística pela Universidade de Pittsburgh e pós-doutorado pelo Massachusetts Institute of Technology. Atualmente é Professora Associada MS 5.3 no Departamento de Linguística do IEL/UNICAMP. Foi coordenadora de graduação em Linguística de 2007 a 2010 e coordenadora associada da graduação em Linguística de 2012 a 2014. É atualmente coordenadora associada do curso de Fonoaudiologia da UNICAMP. 
Maria Bernadete Abaurre, Universidade Estadual de Campinas
Possui graduação em Letras (Português/Inglês) pela Universidade Federal do Espírito Santo (1969), mestrado em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (1973) e doutorado em Linguística (PhD, Linguistics, State University of New York (1979). Atualmente é professora titular aposentada de Fonética e Fonologia e Professora Colaboradora do Departamento de Linguística do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas.

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Publicado
2010-07-10
Como Citar
Sandalo, F., & Abaurre, M. B. (2010). Orality spreading in Pirahã. LIAMES: Línguas Indígenas Americanas, 10(1), 7-19. https://doi.org/10.20396/liames.v10i1.1506
Seção
Artigos