Propriedades verbais em estruturas nominais e nominalizadas na língua Tenetehára (Tupí-Guaraní)

Autores

  • Ricardo Campos Castro Universidade Federal de Minas Gerais
  • Quesler Fagundes Camargos Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.20396/liames.v15i1.8641495

Palavras-chave:

Tupí-Guaraní. Tenetehára. Nominalização. Derivação. Flexão

Resumo

Neste artigo, temos por objetivo demonstar que  língua Tenetehára (Tupí-Guaraní) projeta propriedades verbais em estruturas nominalizadas. Tal fato demonstra que há um paralelismo formal entre verbos e nomes. Com base nesta hipótese, mostraremos que as codificações associadas tipicamente a verbos ocorrem em sintagmas nominais. Mais precisamente, propomos que os sintagmas nominais recebem morfologias funcionais capazes de codificar categorias de tempo e de aspecto. Para isso, focalizamos principalmente  em processos de nominalizações que se dão por meio dos morfemas {-haw}, {-har}, {-ma’e}, {-pyr} e {emi-}.

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Biografia do Autor

Ricardo Campos Castro, Universidade Federal de Minas Gerais

Graduado em Letras pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Mestre e Doutorando pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Quesler Fagundes Camargos, Universidade Federal de Minas Gerais

Licenciado em Português e Bacharel em Linguística pela Universidade Federal de Minas Gerais. Mestre e Doutorando pela Universidade Federal de Minas Gerais.

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Publicado

2014-11-30

Como Citar

CASTRO, R. C.; CAMARGOS, Q. F. Propriedades verbais em estruturas nominais e nominalizadas na língua Tenetehára (Tupí-Guaraní). LIAMES: Línguas Indígenas Americanas, Campinas, SP, v. 15, n. 1, p. 47–67, 2014. DOI: 10.20396/liames.v15i1.8641495. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/liames/article/view/8641495. Acesso em: 30 nov. 2022.

Edição

Seção

Artigos