Línguas Indígenas Brasileiras: O novo campo de provas dos universais linguísticos

Ana Quadros Gomes

Resumo


O objetivo deste artigo é apontar a centralidade que as línguas indígenas brasileiras estão alcançando. O estudo científico das línguas indígenas está impulsionando a linguística teórica. A integração dessas línguas aos modelos universais tem levado a revisões nas teorias sobre as línguas naturais. No Brasil, três casos sobressaem: Pirahã, pelo debate sobre a recursividade; Karajá, por ser alvo de sofisticados experimentos psicolinguísticos; e Karitiana, por ter chegado à análise semântica, o último nível de análise gramatical que se pode obter.


Palavras-chave


A gramática das línguas naturais. Línguas indígenas. Universais linguísticos. Semântica

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DOI: https://doi.org/10.20396/liames.v15i1.8641500

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