A tradução militante feminista e o silêncio

Autores

  • Solange Mittmann UFRGS

DOI:

https://doi.org/10.20396/lil.v26iEspecial.8671024

Palavras-chave:

Tradução feminista, Processo tradutório, Silêncio, Paratexto

Resumo

O objeto deste artigo é o processo tradutório de militância feminista. Mobilizando alguns princípios abordados por Orlandi na obra As formas do silêncio, inicialmente, acentuo o lugar do silêncio como constitutivo do processo tradutório, defendendo que o silêncio é o que produz tanto a demanda como a possibilidade de produção do discurso da tradução. Em seguida, faço referência à atuação de tradutoras na militância feminista, que fazem falar e tornam acessível a outras leitoras o que é silenciado pelo patriarcado. Finalmente, analiso paratextos de traduções de obras feministas, observando tanto movimentos de circunscrição de sentidos, como de acolhimento da diversidade, movimentos tornados possíveis pelo silêncio.

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Referências

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

MITTMANN, S. . A tradução militante feminista e o silêncio. Línguas e Instrumentos Línguísticos, Campinas, SP, v. 25, n. n.esp, 2022. DOI: 10.20396/lil.v26iEspecial.8671024. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/42-53. Acesso em: 30 nov. 2022.