Banner Portal
A tradução militante feminista e o silêncio
PDF

Palavras-chave

Tradução feminista
Processo tradutório
Silêncio
Paratexto

Como Citar

MITTMANN, Solange. A tradução militante feminista e o silêncio. Línguas e Instrumentos Linguísticos, Campinas, SP, v. 25, n. esp, 2022. DOI: 10.20396/lil.v25iesp.8671024. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/42-53. Acesso em: 15 jun. 2024.

Resumo

O objeto deste artigo é o processo tradutório de militância feminista. Mobilizando alguns princípios abordados por Orlandi na obra As formas do silêncio, inicialmente, acentuo o lugar do silêncio como constitutivo do processo tradutório, defendendo que o silêncio é o que produz tanto a demanda como a possibilidade de produção do discurso da tradução. Em seguida, faço referência à atuação de tradutoras na militância feminista, que fazem falar e tornam acessível a outras leitoras o que é silenciado pelo patriarcado. Finalmente, analiso paratextos de traduções de obras feministas, observando tanto movimentos de circunscrição de sentidos, como de acolhimento da diversidade, movimentos tornados possíveis pelo silêncio.

https://doi.org/10.20396/lil.v25iesp.8671024
PDF

Referências

COLETIVO SYCORAX. Nota das tradutoras. In: FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. Trad. Coletivo Sycorax. São Paulo: Elefante, 2017. p. 7-10.

COLETIVO SYCORAX. Nota das tradutoras. In: FEDERICI, Silvia. O ponto zero da revolução: trabalho doméstico, reprodução e luta. Trad. Coletivo Sycorax. São Paulo: Elefante, 2019a. p. 7-12.

DÉPÊCHE, Marie-France. A tradução feminista: teorias e práticas subversivas, Nísia Floresta e a escola de tradução canadense. Textos de história, vol. 8, n.1/2, p. 157-188, 2000.

FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. Trad. Coletivo Sycorax. São Paulo: Elefante, 2017. Tradução de Caliban and the Witch: Women, the Body and Primitive Accumulation, 2004.

FEDERICI, Silvia. O ponto zero da revolução: trabalho doméstico, reprodução e luta. Trad. Coletivo Sycorax. São Paulo: Elefante, 2019a. Tradução de Revolution at Point Zero: Housework, Reproduction, and Feminist Struggle, 2012.

FEDERICI, Silvia. Mulheres e caça às bruxas: da Idade Média aos dias atuais. Trad. Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2019b. Tradução de Witches, Witch-Hunting, and Women, 2018.

FLOTOW, Luise von. Tradução feminista: contextos, práticas e teorias. Trad. Ofir Bergemann de Aguiar e Lilian Virginia Porto. Cadernos de Tradução, Florianópolis, v. 41, n. 2, p. 492-511, mai-ago, 2021. DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7968.2021.e75949

HENGE, Gláucia da Silva. Feitos e efeitos discursivos no processo tradutório do literário: uma discussão sobre o fazer tradutório da obra Pride and Prejudice de Jane Austen. Tese de Doutorado. UFRGS, Programa de Pós-Graduação em Letras, 2015.

MITTMANN, Solange. Tradução: uma questão de discurso, de língua e de equívoco. Artexto, Rio Grande, v. 12, p. 95-108, 2001.

ORLANDI, Eni P. As formas do silêncio: no movimento dos sentidos. 3.ed. Campinas: Unicamp, 1995.

ORLANDI, Eni P. Terra à vista: discurso do confronto: velho e novo mundo. São Paulo: Cortez; Campinas: Unicamp, 1990.

PÊCHEUX, Michel. Semântica e discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. Trad. Eni P Orlandi et al. 2. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 1995. Tradução de Les vérités de la Palice, 1975.

ROSAS, Cecilia et al. Conjurando traduções: a tradução coletiva de Caliban and the Witch ao português brasileiro como estratégia feminista transnacional. Mutatis Mutandis – Revista Latinoamericana de Traducción, v.13, n.1, p. 117-138, 2020. DOI: http://dx.doi.org/10.17533/udea.mut.v13n1a06

SANTANA, Bianca. Prefácio. In: FEDERICI, Silvia. Mulheres e caça às bruxas. São Paulo: Boitempo, 2019. p. 9-19.

Creative Commons License

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.

Copyright (c) 2022 Línguas e Instrumentos Línguísticos

Downloads

Não há dados estatísticos.