Educação e produtividade em tempos de pandemia

discursos e sentidos em mídias digitais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/lil.v24i47.8662144

Palavras-chave:

Discursos, Educação, Produtividade, Pandemia, Mídia digital

Resumo

Em tempos de isolamento social ocasionado pela crise do coronavírus (COVID-19), as abordagens sobre o “ensino remoto” têm sido mote de acaloradas discussões, tanto por parte das instituições escolares quanto por parte de pais/mães/responsáveis. Ancorados no referencial teórico-metodológico da Análise do Discurso de vertente pecheuxtiana, propomos neste artigo uma reflexão sobre como a educação tem sido discursivizada em tempos de pandemia. Nosso objetivo é refletir, de maneira particularizada, sobre como o espaço digital da internet (como a mídia digital e as redes sociais) tem textualizado a educação e sua relação com a produtividade, com a finalidade de compreendermos o modo de funcionamento desses discursos e a naturalização de uma memória que retorna e se ressignifica.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fernanda Correa Silveira Galli, Universidade Federal de Pernambuco

Doutora em Linguística Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Docente vinculada ao departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Jacob dos Santos Biziak, Instituto Federal do Paraná

Doutor em Estudos Literários pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Araraquara. Professor do Instituto Federal do Paraná (IFPR) – Colegiado e curso de Letras – campus Palmas.

Referências

ALTHUSSER, L. (2005) “A corrente subterrânea do materialismo do encontro”, tradução de Mónica G. Zoppi-Fontana com a colaboração de Luziano Pereira Mendes de Lima, Crítica Marxista, no 20, Rio de Janeiro-RJ.

BAUMAN, Z. (1998) “Arrivistas e párias: os heróis e as vítimas da modernidade”. In: BAUMAN, Z. O mal estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Zahar.

BERNARDES, J. E. (2020) “Esse vai ser um período mais do que perdido para a educação”, afirma Daniel Cara. In: Brasil de Fato, São Paulo. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2020/04/25/esse-vai-ser-um-periodo-mais-do-que-perdido-para-a-educacao-afirma-daniel-cara. Acesso em: 08 mai. 2020.

BUTLER, J. (2015) Quadros de guerra: quando a vida é passível de luto?. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

BUTLER, J. (2003) Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

DIAS, C. (2018) Análise do discurso digital: sujeito, espaço, memória e arquivo. Campinas: Pontes, 2018.

DIAS, C. (2016) “A materialidade digital da mobilidade urbana: espaço, tecnologia e discurso”. Língua e Instrumentos Linguísticos, v. 1, p. 157-175.

DIAS, C. (2011) “O discurso da 'inovação' no processo de significação de 'mudança' na sociedade da informação”. In: ZATTAR, N.; PRIA, A. D.; MORALIS, E. G. (Org.). Linguagem, Acontecimento, Discurso. 1ed. Campinas/Cáceres: RG Editora/Fapemat, v. 1, p. 45-60.

EFLAND, A. D. (2008) “Cultura, sociedade, arte e educação num mundo pós-moderno”. In: GUINSBURG, J., BARBOSA, A. M. O pós-modernismo. São Paulo: Perspectiva.

FERREIRA, M. C. F. (2010) “Análise do Discurso e suas interfaces: o lugar do sujeito na trama do discurso”. Organon, Porto Alegre, n. 48, p.17-34.

FOUCAULT, M. (2005) A verdade e as Formas Jurídicas. Trad. Roberto Cabral de Melo Machado e Eduardo Jardim Morais. 3 ed. Rio de Janeiro: Nau Editora.

GALLI, F. C. S. (2014) “Redes de leitura: informação e conhecimento na contemporaneidade”. In: GARCIA, D. A.; GALLI, F. C. S.; SILVA, J. R. B.; SOUSA, L. M. A.; CHICOTE, M. L. L. C.; YADO, T. H. M. (Orgs.). Ressonâncias de Pêcheux em nós. São Carlos-SP: Pedro & João Editores, p. 149-159.

GUIMARÃES, E. (2002) Semântica do acontecimento. Campinas: Pontes.

GULLAR, F. (2010) Ossos e vozes – guaches, nanquins e gravuras de Gianguido Bonfati. Rio de Janeiro: Editora ContraCapa.

HALL, S. (2003) Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: UFMG.

HALL, S. (2004) Identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A.

HAN, B-C. (2017) ‘Além da sociedade disciplinar”. In: HAN, B-C. Sociedade do cansaço. Trad. Enio Paulo Giachini. 2 ed. Ampliada. Petrópolis, RJ: Vozes, p.23-30.

HENRY, P. (1992) A ferramenta imperfeita: língua, sujeito e discurso. Campinas, SP: Editora da Unicamp.

KEHL, M. R. (1998) Deslocamentos do Feminino: A mulher freudiana na passagem para a modernidade. Rio de Janeiro: Imago.

KOMESU, F. C. ; GALLI, F. C. S. (2016) “Práticas de leitura e escrita em contexto digital: autoria e(m) novos mídiuns”. Revista da Abralin, v. 15, p. 165-185.

OLIVEIRA, J. (2020) “Em meio à rotina de aulas remotas, professores relatam ansiedade e sobrecarga de trabalho. EL PAÍS, São, Paulo. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2020-05-21/em-meio-a-rotina-de-aulas-remotas-professores-relatam-ansiedade-sobrecarga-de-trabalho.html. Acesso em: 03 jun. 2020.

OLIVEIRA, J. (2020) “A face precária das aulas remotas na pandemia”. Outras Mídias, São Paulo. Disponível em: https://outraspalavras.net/outrasmidias/a-face-precaria-das-aulas-remotas-na-pandemia/?fbclid=IwAR0wZ 9NhZYdUpDGz4KXttOZFqCD8E7VN-RkoSl2JtoIKI06R5mIwyGPvoy8. Acesso em: 03 jun. 2020.

ORLANDI, E. P. (2012) “Quando a falha fala: materialidade, sujeito, sentido”. In: ORLANDI, E. P. Discurso em análise: sujeito, sentido, ideologia. Campinas, SP: Pontes Editores, p.69-82.

ORLANDI, E. P. (1999) “Do sujeito na história e no simbólico”. Escritos nº 4. Campinas, SP: publicação do Laboratório de Estudos Urbanos Nudecri/LABERURB, maio, p. 17 - 27.

PACÍFICO, S. R. (2017) “Prefácio – Dos caminhos que não conhecemos: linguagem híbridas”. In: BIZIAK, J. S.; STOCKMANNS, J. I.; CONCEICAO, K. C. S. S. (Org.) Linguagens híbridas na prática docente. 1. ed. São Carlos: Pedro & João.

PÊCHEUX, M. & FUCHS, C. (1990) “A propósito da Análise Automática do Discurso”. In: GADET, F. & HAK, T. (Orgs.). Por uma análise automática do discurso. Campinas: Ed. Unicamp.

PERRENOUD, P.; GATHER THURLER, M. (2002) As competências para ensinar no século XXI - formação dos professores e o desafio da avaliação. Porto Alegre, ArtMed.

PFEIFFER, C. R. C. (2001) “Escola e divulgação científica”. In: GUIMARÃES, E. (Org.). Produção e circulação do conhecimento: Estado, Mídia, Sociedade. 1ed. Campinas: Pontes, v. 1, p. 41-58.

WILLIANS, J. (2015) “O que é pós-estruturalismo?” In: WILLIANS, J. Pós-estruturalismo. Rio de Janeiro: Vozes, 2013.

ZOPPI-FONTANA, M. (2015) “Ponto de vista: o ponto cego das teorias da polifonia”. In: Estudos da Língua(gem) (Online), v. 13, p. 249-283.

ZOPPI-FONTANA, M. (2014) “Althusser e Pêcheux: um encontro paradoxal”. In: Conexão Letras, v. 12, p. 23-36.

ZOPPI-FONTANA, M. (2012) “A arte do detalhe”. In: Web-Revista Discursividade: Estudos Linguísticos, v.9, s.d.

ZOPPI-FONTANA, M. (2005) “Arquivo jurídico e exterioridade. A construção do corpus discursivo e sua descrição/interpretação”. In: GUIMARÃES, E.; BRUM-DE-PAULA, M. (Orgs.). Sentido e memória. Campinas: Pontes Editores, p. 93-116.

ZOPPI-FONTANA, M. (2004) “A arte de cair fora. O lugar do terceiro na enunciação”. In: Revista ECOS. Variantes linguísticas literaturas regionais, ed. n. 02, p. 61-69.

Downloads

Publicado

2021-10-01

Como Citar

GALLI, F. C. S.; BIZIAK, J. dos S. Educação e produtividade em tempos de pandemia: discursos e sentidos em mídias digitais. Línguas e Instrumentos Linguísticos, Campinas, SP, v. 24, n. 47, p. 4–26, 2021. DOI: 10.20396/lil.v24i47.8662144. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8662144. Acesso em: 28 nov. 2021.

Edição

Seção

Artigo