Quando as línguas não fazem fronteira

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DOI:

https://doi.org/10.20396/lil.v24i48.8666232

Palavras-chave:

Fronteira, Subjetividades, Línguas

Resumo

A partir de inquietações produzidas pela existência do que considero que é uma fronteira entre Brasil e América Latina, focalizarei como são significados os vários aspectos do funcionamento da fronteira nos dizeres de sujeitos que habitam e transitam a divisa geográfica e política traçada entre Brasil e os países de Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia. Um aspecto crucial, embora não exclusivo, consistirá em observar a constituição de subjetividades específicas e qual tipo de relação essas travam com as línguas.

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Biografia do Autor

María Teresa Celada, Universidade de São Paulo

Doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas. Professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

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Publicado

2021-12-22

Como Citar

CELADA, M. T. Quando as línguas não fazem fronteira. Línguas e Instrumentos Línguísticos, Campinas, SP, v. 24, n. 48, p. 151–176, 2021. DOI: 10.20396/lil.v24i48.8666232. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8666232. Acesso em: 29 nov. 2022.

Edição

Seção

Dossiê