Coordenação e subordinação na obra de Said Ali

tradição e modernidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/lil.v25i49.8669259

Palavras-chave:

Historiografia gramatical, Said Ali, Processos sintáticos, Conjunções coordenativas

Resumo

É notável o interesse atual dos linguistas brasileiros pela história do pensamento gramatical entre nós. Uma das linhas dessa moderna reflexão se concentra nos indicadores de autonomia do autor brasileiro em face da herança colonial. Já consensual entre os pesquisadores dessa história – que em geral acompanham a proposta de Antenor Nascentes (1935) –, o marco inicial dessa fase de autonomia é a publicação da Gramática Portuguesa, de Júlio Ribeiro, em 1881. Na opinião de vários linguistas contemporâneos, o mencionado movimento de autonomia prometia uma expansão de reflexões que acabou sustada pelo advento da Nomenclatura Gramatical Brasileira, em 1959. De certa forma, foi também no caldo dessa tese que ganhou tempero o referido interesse pelo aprofundamento da formação do pensamento gramatical brasileiro. Comprovada ou não, ela já deu um auspicioso fruto: a motivação para a descoberta, pelas novas gerações de estudiosos da língua, do legado de pensadores do vulto de Manuel Said Ali, antecipador de conceitos reconhecidos como pedras-de-toque de teorias modernas sobre a enunciação e a significação. 

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Biografia do Autor

José Carlos Santos de Azeredo, Universidade Estadual do Rio de Janeiro

Doutor em Letras (Letras Vernáculas) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

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Publicado

2022-07-06

Como Citar

AZEREDO, J. C. S. de. Coordenação e subordinação na obra de Said Ali: tradição e modernidade. Línguas e Instrumentos Línguísticos, Campinas, SP, v. 25, n. 49, p. 183–198, 2022. DOI: 10.20396/lil.v25i49.8669259. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8669259. Acesso em: 3 out. 2022.

Edição

Seção

Dossiê