O funcionamento da interlocução na Comissão da Verdade e no Escola Sem Partido

entre silêncio, respiro e sufoco

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/lil.v26inesp.8671216

Palavras-chave:

Comissão da Verdade, Escola Sem Partido, Silêncio, Interlocução

Resumo

30 anos de As formas do Silêncio ([1992] 2007) de Eni P. Orlandi e a oportunidade de escrever sobre a importância e a determinação desta obra nos estudos que fazemos em Análise de Discurso de linha materialista. Para tanto, recuperaremos nossa pesquisa sobre Comissão da Verdade e sobre projetos como o Escola Sem Partido para pensar o modo como a questão do silêncio foi fundamental até então e como, agora neste artigo, pode ser mobilizada para investigar o processo de interlocução que se estabelece na cena política brasileira em relação aos dois temas. Trata-se do desafio em problematizar as seguintes questões: de que funcionamento interlocutivo se trata quando o Estado se coloca como locutor e a quem este processo interpela/dirige-se? Que jogo de formações imaginárias regula tal relação entre A e B? Que posição os sujeitos envolvidos ocupam nas relações de poder que nos governam?

 

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Biografia do Autor

Andréia da Silva Daltoé, Universidade do Sul de Santa Catarina

Doutora em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Docente da Universidade do Sul de Santa Catarina.

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

DALTOÉ, A. da S. O funcionamento da interlocução na Comissão da Verdade e no Escola Sem Partido: entre silêncio, respiro e sufoco . Línguas e Instrumentos Línguísticos, Campinas, SP, v. 25, n. n.esp, p. 242–255, 2022. DOI: 10.20396/lil.v26inesp.8671216. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8671216. Acesso em: 30 nov. 2022.