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Tempo, história e ideologia
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Palavras-chave

Análise de relações de interlocução

Como Citar

BOLOGNINI, Carmen Zink. Tempo, história e ideologia. Línguas e Instrumentos Linguísticos, Campinas, SP, v. 3, n. 6, p. 73–84, 2000. DOI: 10.20396/lil.v3i6.8673418. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8673418. Acesso em: 21 jun. 2024.

Resumo

Mesmo na observação informal de relações de contato entre brasileiros e alemães, a diferença na administração do tempo que orienta os sujeitos é notória . Essa diferença pode causar problemas, principalmente quando as relações entre os sujeitos são profissionais. Por esse motivo, materiais didáticos e manuais de empresa que sugerem padrões de comportamento a seus funcionários tendem a abordar a questão a  partir  da  perspectiva  que  leva   em  conta   a  oposição pontualidade/atraso. A necessidade de focalizar constantemente esse aspecto será analisada aqui a partir de uma perspectiva discursiva , que parte do pressuposto de que a linguagem não é transparente , de que o sujeito não é fonte de seu dizer ( Pêcheux , 1975) e de que não há um sentido único para as palavras. O que há são efeitos de sentido , obtidos a partir de gestos de interpretação (E. Orlandi , 1998) feitos pelo sujeito. Esses gestos de interpretação são orientados a partir da memória histórica do sujeito, constituída pelo discurso.

https://doi.org/10.20396/lil.v3i6.8673418
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Referências

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