Resumo
Este artigo se propõe a discutir a questão da existência, ou não, de um teatro simbolista a partir da análise da linguagem poética da obra dramática de António Patrício. A singularidade dos seus dramas assenta-se em uma tensão entre prosa e poesia que, longe de invalidar a existência de um teatro simbolista, constitui o pilar sobre o qual o teatro simbolista encontra uma possibilidade de sustentação, por meio de sua espetacularidade verbal.
Referências
CAMELO, José Antônio; PECANTE, Maria Helena. Dom João e a máscara: textos e notas de leitura. Porto, Porto Editora, 1992.
CORREIA, Manuel Tânger. António Patricio (poeta trágico). Separata da Revista Occidente, vols. LVII e LVIII, Lisboa, 1959/60.
BARATA, José Oliveira. História do teatro português. Lisboa, Universidade Aberta, 1991.
GOMES, Álvaro Cardoso. A estética simbolista. São Paulo, Cultrix, 1985.
MOISÉS, Massaud. A criação literária: prosa II. 19. ed. São Paulo, 1997.
PATRÍCIO, Antônio. Teatro completo. Edição 147, Lisboa, Assírio e Alvim, 1982.
PICCHIO, Luciana Stegagno. História do teatro português. Lisboa, Portugália, 1969.
REBELLO, Luiz Francisco. História do teatro português. Coleção Saber. Lisboa, Europa-América, 1968.
RÉGIO, José. ―Sobre o Teatro de Antônio patrício‖. In: Estrada larga, vol. II. Porto, s/d.
RODRIGUES, Urbano Tavares. O mito de D. Juan e do donjuanismo em Portugal. Lisboa, 1960.
MURRY, J. Middletton. El estilo literário. Tr. Mexiana. México-Buenos Aires, Fondo de Cultura Econômica, 1951.
A revista Pitágoras 500 utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.